na cidade

Voluntários descrevem efeitos secundários da vacina da Pfizer como “dura ressaca”

Esta vacina demonstrou 90 por cento de eficácia contra a Covid-19 nos testes.
É das mais promissoras.

Foi a notícia da semana: as farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que estão a trabalhar em conjunto na criação de uma vacina contra a Covid-19, anunciaram que a sua versão poderá ter uma eficácia de 90 por cento. O anúncio trouxe esperança numa altura em que os voluntários dos ensaios clínicos começam a descrever o que sentem.

Carrie, uma norte-americana de 45 anos, conta ao “The Mirror” que sentiu “enxaquecas, febre e dores em todo o corpo”. Aliás, compara os efeitos secundários da primeira dose à vacina contra a gripe, sublinhando que a segunda dose foi “um pouco mais severa”, acrescentando que participar nos testes foi um dever cívico.

Já Glenn Deshields, de 44 anos, compara os efeitos secundários do fármaco a uma “dura ressaca”. O voluntária diz à publicação britânica que pediu um teste de anticorpos que acusou positivo para o novo coronavírus. No total, mais de 43.500 pessoas de seis países participaram na fase três de testes desta vacina.

Como a Pfizer explicou em comunicado, nem todos os intervenientes do estudo receberam a vacina, a alguns pessoas apenas foi administrado um placebo para que fossem feitas as devidas comparações. Com isto foi possível perceber que os doentes ficavam protegidos sete dias depois da segunda toma da vacina e, no total, 28 dias depois da primeira dose ter sido administrada

Agora, a farmacêutica espera por um período de dois meses de dados recolhidos para que possa, então, atestar a segurança da vacina e ser autorizado pelas autoridades dos Estados Unidos o seu uso de emergência. Essa informação deverá chegar na terceira semana deste mês, sendo que as duas farmacêuticas têm prevista a produção de 50 milhões de doses ainda este ano. Para 2021 a produção estimada será de 1,3 mil milhões de doses.

“Isto é uma vitória para a inovação, para a ciência e para o esforço colaborativo global”, afirma Ugur Sahin, CEO da BioNTech.

MAIS HISTÓRIAS DO SEIXAL

AGENDA