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Revolução a caminho. A semana de trabalho de 4 dias pode chegar a Portugal já em 2023

O projeto-piloto deverá abranger tanto o setor privado como o público. A ideia é avançar com as experiências no próximo ano.
Finalmente.

Os pedidos foram feitos e as preces foram ouvidas — e nós agradecemos. Afinal, quem é que nunca desejou ter três dias de folga em vez de um fim de semana que passa a correr? A semana de trabalho de quatro dias pode mesmo vir a tornar-se realidade em Portugal já a partir de 2023.

Em outubro o Governo vai apresentar aos parceiros sociais o desenho do projeto-piloto que permitirá lançar a semana de quatro dias, avança o “Público”. Se tudo correr como previsto, as experiências devem arrancar ainda em 2023 e vão abranger tanto o setor privado como o público.

O projeto pelo qual todos esperávamos será coordenado por Pedro Gomes, economista e professor da Universidade de Londres, que está neste momento a finalizar os últimos detalhes, como as condições de acesso e os pontos a avaliar.

Em declarações ao “Público”, o economista avançou que esta semana de quatro dias será voluntária e reversível. Haverá uma “redução significativa de horas”, mas sem qualquer corte no salário. Por isso, pode respirar fundo: não vai precisar de trabalhar 40 horas em apenas quatro dias. 

O projeto-piloto será semelhante aos que têm sido desenvolvidos noutros países e existem três hipóteses em cima da mesa: seguir o modelo aplicado no Canadá, Estados Unidos ou Reino Unido, em que algumas empresas avançaram para a medida sem apoio do Estado; o da Islândia, apenas para o setor público; ou o de Espanha, direcionado para empresas do setor da indústria e com financiamento do Estado.

Nesta primeira fase, o projeto português deverá dar apoio às empresas, sobretudo a nível técnico, para as ajudar a implementar a tão aguardada transição. Apesar de ainda estarem a ser discutidos os requisitos de adesão à semana de quatro dias, Pedro Gomes adiantou que o alvo são “entidades com problemas de absentismo, dificuldades de recrutamento ou em que a energia é determinante na sua estrutura de custos”.

Após o período experimental, a segunda fase do projeto consiste na avaliação do impacto da semana de quatro dias nos trabalhadores, ao nível do stress e bem-estar, e na produtividade das empresas.

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