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O regresso da pesca lúdica e desportiva continua incerto

De acordo com os responsáveis da Comunidade Piscatória Lúdica/Desportiva de Portugal, a atividade poderia regressar em abril.
Falta algum esclarecimento.

O plano de desconfinamento já está em marcha, com a reabertura de alguns graus de ensino e também de estabelecimentos comerciais, como as livrarias ou até os cabeleireiros. Ainda assim, nem todos os setores de atividade estão contentes com a gestão da pandemia e com as datas de regresso à atividade presencial ou até a falta delas.

A Comunidade Piscatória Lúdica/Desportiva de Portugal exigiu ao governo, num comunicado enviado à New in Seixal, que definisse uma data de retoma das suas atividades, queixando-se de alguma descriminação em relação a outras atividades ao ar livre, como a prática de exercício físico. “A forma como estamos a ser tratados não pode nem deve ser mantida em silêncio e anonimato”, esclarecem. 

Esta organização considera que, de acordo com o plano de desconfinamento, a prática de atividades físicas até quatro pessoas ao ar livre, está descrita como permitida a partir de 5 de abril e que isto poderá significar que possam reiniciar a atividade, mas que é um “debate de interpretação”. A comunidade queixa-se de falta de confirmação da Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança, e Serviços Marítimos. Por duas vezes, contactaram este órgão governamental e a resposta foi sempre a mesma, remetendo para o plano de desconfinamento de 2020.

“Consideramos que o atletismo e o ciclismo são desporto e que ajudaram em muito a questão física e mental dos seus praticantes”, referem. Além disso, acrescentam que durante todo o Estado de Emergência toda a comunidade piscatória lúdica e desportiva não esteve em funcionamento, por estar em cumprimento com as regras.

De acordo com os responsáveis, a pesca é por si uma atividade em que o distanciamento já é normal. “Queremos ainda demonstrar a indignação pelas várias licenças que são pagas por milhares de praticantes em que se inserem licenças para a prática, bem como todas as licenças para a utilização de embarcação”.

Enquanto as lojas conseguiram encontrar alguma salvação com as vendas online, este foi um dos setores mais afetados. “Num País rodeado de mar, com tradição marítima, temos empresas marítimo-turísticas que com a redução do turismo existente poderiam ver um escape de faturação com as saídas para a prática de pesca lúdica”, explicam.

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