A cada final de novembro, o Seixal ganha um brilho que não se explica apenas pelas luzes que enfeitam a baía. O que transforma o núcleo urbano num postal vivo é a combinação de tradição e dedicação de quem trabalhou durante meses para que tudo esteja pronto a brilhar.
A Aldeia Natal, um dos maiores eventos da quadra na região, volta a abrir portas no dia 29 de novembro até ao dia 4 de janeiro de 2026. Entre cenários iluminados e música festiva, encontra um percurso de quase um quilómetro onde famílias, turistas e curiosos deixam-se levar pelo encantamento da época.
Nos bastidores deste espetáculo existe uma equipa que constrói sonhos com a mesma seriedade com que se monta um palco. Entre eles está Guilherme Lima, 25 anos, coordenador geral da Aldeia Natal — um rosto jovem, mas com experiência de sobra. A sua ligação ao evento começou em 2021, como acontece com tantos outros jovens que ali dão os primeiros passos no mundo do trabalho. E foi precisamente essa porta de entrada que o fez ficar.
“Da mesma forma que a Aldeia Natal dá oportunidade a jovens para trabalhar, também entrei assim. Depois de muitas edições, acabei por ganhar o gosto e abracei o projeto”, conta. O entusiasmo evoluiu para responsabilidade e hoje soma quatro edições seguidas como coordenador, garantindo que tudo funciona como o esperado — ou, de preferência, melhor do que no ano anterior.
A montagem da Aldeia Natal é uma operação que se estende muito para lá das luzes que o público vê. “Começamos perto de dezembro e demoramos duas semanas a montar o evento, e variou por razões climáticas”, explica. A chuva, vento ou mudanças de última hora podem alterar os planos, mas nunca o espírito da equipa.
Grande parte das pessoas envolvidas são jovens — muitos da Amora e do Seixal — que encontram aqui mais do que um emprego temporário. É uma experiência de trabalho em equipa, convivência e responsabilidade. “São oportunidades para os jovens”, sublinha.
Atrações que dão vida à Aldeia Natal
Mesmo sem revelar surpresas, a Aldeia Natal mantém um conjunto de equipamentos que fazem dela um dos lugares mais procurados do concelho nesta época. A roda gigante continua a ser um dos pontos mais icónicos, com vista privilegiada para a baía iluminada.
Mas a grande novidade está na pista de gelo, que este ano passou de 20×10 para 30×10 metros, aumentando a capacidade de 45 para 75 pessoas por sessão.
O carrossel — aberto a todas as idades — mantém o charme clássico, enquanto o parque infantil, localizado junto ao mercado, recebe os mais novos num ambiente pensado para muitas brincadeiras. Há ainda o comboio de Natal e o comboio turístico, que dão a volta à cidade.
Para quem gosta de fantasia, os aviões de Natal continuam a ser um sucesso entre os mais novos e a Casa dos Duendes recebe, durante todo o dia, pinturas faciais, um detalhe simples, mas que faz parte da identidade da Aldeia Natal. Ao longo do espaço, a equipa de animação percorre o recinto, interagindo com famílias e trazendo ainda mais movimento ao ambiente.
No centro de tudo, a Casa do Pai Natal é o grande ícone. Guilherme conta que o Pai Natal está “disponível o dia inteiro para receber as crianças”, numa tradição que se mantém com o mesmo sorriso, ano após ano. Durante o dia, o palco principal recebe contos de Natal, pequenas encenações e animações para as famílias. Aos fins de semana, o espaço abre-se a grupos locais — danças, associações culturais, coletividades e artistas populares que se inscrevem para atuar.
Um quilómetro de luz, música e detalhes pensados ao pormenor
A Aldeia Natal estende-se ao longo de um quilómetro, com música natalícia que acompanha os visitantes durante todo o percurso. Guilherme reforça que o cuidado com a estética é uma prioridade crescente: “A cada ano que passa, tentamos melhorar os detalhes decorativos.” Isso reflete-se não só na iluminação, como nas grinaldas, nas montras temáticas, nos adereços artesanais e na forma como cada área ganha personalidade.
Ao todo, são 32 as casas que compõem o mercado e que se distribuem ao longo da baía, com oferta variada: comida para todos os gostos, acessórios, artesanato, roupa, chocolates e pequenas lembranças. É um dos pontos mais procurados pelos visitantes, não só pelo ambiente acolhedor, como por ser um local de encontro entre artesãos e a comunidade.
Os bilhetes para as atrações são vendidos nas bilheteiras do recinto e custam entre 3€ e 5€. A Aldeia Natal mantém-se aberta mesmo nas datas mais especiais: véspera e dia de Natal, véspera de Ano Novo e a 1 de janeiro. De segunda a quinta-feira, das 12 às 20 horas, sexta-feira e sábado das 10h30m às 22h30, domingo e feriados das 10h30 às 21 horas, dias 24 e 31 de dezembro das 10h30 às 16 horas e dias 25 de dezembro e 1 de janeiro das 15 às 20 horas
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