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Já pode ir conhecer por dentro o velhinho submarino português Barracuda

O navio-museu abriu este sábado, 11 de maio, e recoloca no ativo a embarcação da Marinha Portuguesa.
Uma viagem de submarino pela história.

Chama-se Barracuda e é o submarino mais antigo de todas as marinhas de guerra da NATO. Com mais de 40 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e depois de 800 mil milhas percorridas — o equivalente a 36 voltas ao mundo — e 300 missões completadas, a embarcação volta agora ao ativo como navio-museu. As portas vão abrir-se aos visitantes já este sábado, 11 de março, junto ao terminal fluvial de Cacilhas. 

A cerimónia de inauguração do museu que classificou oficialmente o Barracuda como Museu Naval decorreu durante a tarde desta quinta-feira, 9 de maio, e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, o Almirante Henrique Gouveia e Melo, e da Presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.

“Vamos mostrar aos visitantes o que era a vivência dentro do submarino, como era operado e o que leva a bordo”, afirma Daniel Letras, diretor do núcleo museológico e comandante do Barracuda — e também da fragata D. Fernando II e Glória, que está atracada no mesmo cais. O comandante afirma que através do periscópio do submarino será possível ver, no outro lado da margem, o Terreiro do Paço e o Castelo de São Jorge. 

Mas é no interior que guardam as maiores surpresas para o público, que serão acompanhadas por um sistema de som imersivo que o promete fazer uma viagem pelo oceano e por realidades passadas. Vai conseguir ouvir “golfinhos e baleias, o ruído provocado pelas hélices de um navio mercante, assim como o som de transmissões sonar de navios de guerra que andam em busca de submarinos”, informa a Marinha Portuguesa.

Para albergar um elevado número de visitantes, a embarcação sofreu algumas alterações de modo a melhorar a experiência imersiva. “Abrimos duas portas acessíveis por pranchas que ligam o submarino ao cais e a escotilha de entrada oficial no submarino não está aberta”, refere Daniel Letras. 

“Foi quase como fazer um segundo submarino porque as questões de segurança obrigaram a um novo projeto e nova infraestrutura, com sistema de deteção de incêndios, iluminação de emergência e videovigilância. Foi uma missão difícil e complexa mas que ficou bem concluída e estamos muito satisfeitos”, acrescenta. 

A partir de sábado, poderás visitar o museu de terça a domingo, entre as 10 e as 18 horas. Os bilhetes podem ser adquiridos no local e têm um custo de 4€ por visitante, sendo por isso mesmo provável encontrar filas de espera.

 

 
 
 
 
 
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