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Há quase um ano que a temperatura do planeta continua a bater recordes

Abril voltou a registar um aumento recorde. É o 11.º mês consecutivo em que isso sucede.
Abril bateu recordes desde que há registo.

Em abril, a temperatura média bateu recordes. Um acontecimento que se repete há onze meses. Há quase um ano que se têm registado os valores de temperaturas mensais mais altos de sempre, desde que há registo, a nível global.

Neste caso, abril foi o mês mais quente de sempre, indica o relatório do Serviço de Alterações Climáticas (C3S), do programa Copérnico de observação da Terra, divulgado esta quarta-feira, 8 de maio. A temperatura média à superfície foi de 15,03 graus Celsius, 0,67 valores acima da média registada entre 1991 e 2020.

O anterior abril mais quente tinha ocorrido em 2016, com menos 0,14 graus do que números agora verificados. No continente, este trata-se do segundo abril mais quente de que há informação — as temperaturas mais elevadas foram sempre assinaladas no leste da Europa. 

Todos os dados são recolhidos através da plataforma ERA5, usada pelo Copérnico, que contém informação relativa aos padrões climáticos e de temperatura das últimas oito décadas. Segundo a análise dos últimos recordes mensais, as temperaturas média global do último ano — de maio de 2023 a abril de 2024 — é a mais alta alguma vez analisada. Durante estes meses, os valores estiveram 0,73 graus acima da média para o período de 1991 a 2020, e 1,61 graus acima da média do período de referência de 1850 a 1900.

Embora estas oscilações se devam também ao fenómeno El Niño — que amplifica os efeitos das alterações climáticas e tende a causar as temperaturas ainda mais quentes — esteja a perder força no Pacífico equatorial, caminhando para uma posição mais neutral, as temperaturas do ar marinha continuam “em níveis anormalmente elevados”. Não foi por acaso que a temperatura média global do mar à superfície tenha sido também a mais alta de sempre para o mês de abril. 

No entanto, a variação das temperaturas associadas a este tipo de ciclos naturais, vão e vêm, “mas a energia adicional retido no oceano e na atmosfera pelo aumento das concentrações de gases com efeito de estufa continuará a empurrar a temperatura global para novos records”, concluiu Carlos Buontempo, o diretor do C3S, em comunicado. 

 

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