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Fábrica de Cortiça Mundet e Quinta da Fidalga já são espaços de interesse municipal

O património cultural e natural é um dos principais elementos de valorização do Seixal.
São dois dos sítios mais conhecidos do Seixal.

Pode ser um ato mais simbólico do que propriamente provocar mudanças concretas, mas quando uma autarquia decide classificar monumentos ou locais como interesse municipal costuma ser um bom sinal. Numa reunião, que aconteceu a meio de janeiro, a Câmara Municipal do Seixal aprovou uma nova Declaração de Interesse Municipal.

As instalações da antiga Fábrica de Cortiça Mundet e a Quinta da Fidalga foram os dois espaços escolhidos nesta declaração. Mas, qual é o objetivo deste documento? A autarquia quer promover a conservação, reabilitação e valorização destes dois espaços que representam um enorme valor histórico para o concelho.

“O património natural e cultural do concelho é muito valioso, pelo que deve ser preservado e mostrado às pessoas, para assegurar que as nossas raízes não se perdem”, explicou Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal.

Recorde-se que a fábrica L.Mundet & Sons instalou-se no concelho do Seixal, em 1905, tornando-se uns anos mais tarde na maior exportadora de cortiça do mundo inteiro. Ainda assim, a concorrência dos produtos em plástico ditou o fecho da fábrica no final dos anos 80.

A Câmara Municipal do Seixal acabaria por comprar este espaço, transformando algumas das suas áreas em museus, onde os visitantes podem perceber o processo de produção de cortiça. Por exemplo, pode visitar o Núcleo da Mundet do Ecomuseu Municipal, que tem por objetivo a divulgação da história e a transmissão das memórias deste espaço icónico no Seixal.

Por sua vez, a Quinta da Fidalga, fundada no século XV, é um dos exemplos mais antigos (e bem preservados) das quintas agrícolas presentes na região. Atualmente, pode visitar a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro e mais tarde, o Centro Internacional da Medalha Contemporânea. 

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