na cidade

Este paraíso alentejano fica a menos de uma hora do Seixal e tem murais do Vhils

É o primeiro hotel de luxo do Alandroal e foi inaugurado oficialmente no dia 1 de maio.
Um verdadeiro retiro.

O sonho de qualquer pessoa citadina é fazer um retiro no campo. Certamente, recorda-se da famosa cena em que o Thanos, depois de aniquilar metade do universo da Marvel, se retira para um planeta inabitado, senta-se e relaxa a ver o pôr do sol enquanto ouve os passarinhos cantar.

Se quer ter a mesma sensação que o titã louco, encontrámos o spot ideal para si. Fica a menos de uma hora de carro do Seixal e é perfeito para relaxar a alma e encontrar novamente a sua paz de espírito.

O Land of Alandroal conta com um total de 24 suites espaçosas e criteriosamente decoradas, que permitem “viver o tempo aberto”. Todas elas têm um estilo minimalista, no qual se privilegia a pedra e madeira. Algumas das unidades têm mezzanine e dispõem de terraço e espreguiçadeiras, de onde se avista toda a paisagem alentejana.

Lígia Fraga, proprietária e criadora do espaço, encontrou o lugar perfeito no Alandroal, por “um mero acaso”. “A agência com quem normalmente trabalho, na pesquisa de imóveis, é que me apresentou o Alandroal. Realmente, quando chegámos lá, percebemos que era um ambiente completamente diferente”, confessa à New in Seixal.

Sem pensar duas vezes, adquiriu a herdade com 30 hectares, um “monte todo velho, sem infraestruturas nenhumas” — e foi nessa altura que tudo começou. “Foi um verdadeiro desafio, pegar numa coisa que não tinha nada e recuperá-la”.

Mais do que um simples alojamento, queria algo que “fizesse a diferença”. Ao princípio, seria um projeto rural, mas rapidamente foi evoluindo, sendo que a ideia passou a ser construir ali um hotel de cinco estrelas, algo inédito no Alandroal.

Segundo a responsável, o percurso foi tudo menos fácil. “Não havia saneamento, nem energia, nem água. Levar toda a infraestrutura para lá foi complicado, um processo doloroso, mas conseguimos”, diz. Na herdade existiam apenas ruínas de três edifícios com mais de 200 anos, que foram “recuperados à pedra”. “Penso que o monte pertenceu a pessoas que não tinham grandes condições financeiras, porque não tinha água nem luz. Tinha animais e uma ribeira, portanto, deveriam utilizar aquela água, mas os materiais eram pobres”, refere. 

Aos edifícios antigos juntaram-se outros três novos, completamente modernos. “Tentámos recuperar toda a essência. Mantivemos as chaminés, as lareiras, até o forno, que utilizamos agora para fazer um workshop de pão aos sábados”, realça.

O maior desafio foi recuperar tudo o que havia, adicionando também toques de modernidade e de inovação. Prova disso é o imponente mural do reconhecido artista urbano seixalense Vhils. O projeto foi assinado pelo arquiteto de interiores António Lages.

A experiência começa assim que passar o portão da entrada, onde os carros ficarão estacionados. A partir daí, o trajeto é feito em pequenos carrinhos de transfer elétricos, de bicicleta ou a pé, para que o ruído visual e o barulho se reduzam ao mínimo. A antiga vacaria e o estábulo transformaram-se no restaurante e na garrafeira. Os pequenos-almoços são servidos até às 13 horas, algo pouco habitual nas unidades hoteleiras.

O espaço de restauração está aberto apenas ao jantar, numa sala com toalhas de mesa bordadas à mão e loiças da Vista Alegre. Ali, vai poder provar pratos com sabores alentejanos, com um toque muito próprio e uma inspiração familiar da gastrónoma Maria de Lourdes Modesto, prima de Lígia que morreu em 2022.

O hotel de cinco estrelas dispõe ainda de uma sala de leitura e um spa, com salas de massagem, sauna, banho turco e ginásio. Já no exterior, a piscina com borda infinita e água aquecida convida a mergulhos o ano inteiro.

O que não faltam na unidade são atividades para passar o tempo, desde cinema ao ar livre na piscina, a ateliers de pinturas e workshops para aprender a fazer pão ou queijo. Os hóspedes podem ainda aproveitar para passear pelos 30 hectares de terreno, sendo que dez deles são dedicados à vinha. “O objetivo é que, em 2027, estejamos a produzir o nosso próprio vinho”, garante.

O maior destaque, para Lígia, é mesmo “a paz, o silêncio e a tranquilidade” da herdade. Depois de ver concluído o primeiro projeto turístico, Lígia confessa que “agora quer mais”. A luso-angolana já anda, inclusive, à procura de terrenos na Costa Vicentina para negócios futuros.

Para ficar hospedado no novo Land of Alandroal, os preços rondam entre os 200€ e os 450€ por noite. As reservas podem ser feitas online.

Carregue na galeria para conhecer melhor o primeiro cinco estrelas do Alandroal.

MAIS HISTÓRIAS DO SEIXAL

AGENDA