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Abriu uma arena de realidade virtual que promete levar os jogadores para outro universo

Entre zombies, desafios, desporto e enigmas, o Southgate promete tornar-se num ponto de encontro na Margem Sul.

Há quem levante uma perna para subir uma escada que não existe, quem se desvie de um obstáculo invisível ou quem estenda as mãos para agarrar objetos que só existem no mundo virtual. No Southgate, no Seixal, estas cenas fazem parte da experiência. Por alguns minutos, os jogadores deixam o espaço físico para trás e entram numa realidade virtual onde podem combater zombies, resolver enigmas, explorar outros mundos ou simplesmente competir entre amigos.

Aberto no final de julho, o espaço de realidade virtual nasceu com uma ambição que vai muito além dos videojogos: criar na Margem Sul um lugar onde famílias, grupos de amigos, miúdos e adultos possam viver uma experiência em conjunto.

Até seis pessoas podem entrar simultaneamente no mesmo mundo virtual, movimentando-se livremente pelo espaço, já que a experiência é totalmente sem fios, enquanto quem fica de fora acompanha toda a ação através de uma televisão.

A ideia surgiu do encontro entre três pessoas com percursos bastante diferentes. Rúben Pedroso, instrutor de Karaté e profissional da indústria farmacêutica, Bárbara Matos, formada em Psicologia e proprietária do parque de trampolins Space Jump Aveiro, e o namorado Gil Dias, jogador e capitão do Futebol Clube de Famalicão, que decidiram arriscar num negócio sobre o qual, inicialmente, pouco sabiam.

“Se não sei nada acerca de realidade virtual, com quem é que tenho que falar? Com os experts”, explica Rúben, de 30 anos. A partir daí, começou um processo de aprendizagem acerca de equipamentos, plataformas, jogos e funcionamento da realidade virtual. “Troquei mais de 200 e-mails com o atual dono da plataforma que gere os jogos”, acrescenta.

Em poucos meses, nasceu o Southgate. Rúben e Bárbara conhecem-se desde a infância, quando praticavam Karaté. A ideia de criar um negócio em conjunto surgiu muitos anos depois, num reencontro motivado pelo futebol, quando o Famalicão defrontou o Sporting em Alvalade.

Foi nesse encontro, em fevereiro, que Rúben e Bárbara conversaram sobre a possibilidade de criarem um projeto em comum. “Em fevereiro tivemos a primeira conversa e em maio assinámos o contrato da loja. Em junho, já estávamos a pintar o espaço e eu e o Gil seguimos para Famalicão”, explica Bárbara.

Apesar da distância, sendo que Bárbara e Gil vivem no Norte e Rúben na Margem Sul, conseguiram criar todo o conceito do espaço e definir o que queriam que fosse o Southgate. “O conceito de realidade virtual passa por entrar noutro universo e daí o nome, Southgate, a porta ao sul”, explicam os fundadores.

O conceito assenta numa ideia simples: transformar a realidade virtual numa experiência coletiva, física e imersiva, em vez de a limitar a um videojogo em casa. No espaço, os jogadores podem movimentar-se livremente, saltar, baixar-se ou desviar-se de obstáculos, enquanto os movimentos são acompanhados pelo ambiente virtual. A oferta procura abranger diferentes idades e interesses.

Entre as experiências disponíveis encontram-se jogos de ação e aventura, escape rooms, experiências desportivas e jogos mais interativos e educativos. Há propostas para adultos, como experiências de apocalipse, zombies ou escape rooms mais assustadores e complexos, mas também jogos pensados para miúdos, incluindo experiências em que os participantes têm de resolver desafios ou, por exemplo, combater bactérias dentro do corpo humano.

A idade mínima para jogar é de seis anos, embora existam experiências específicas para diferentes faixas etárias, nomeadamente a partir dos 8 e dos 12 anos.

Rúben e Bárbara sublinham que o objetivo não passa por associar a realidade virtual apenas a jogos de zombies ou de ação. A biblioteca inclui experiências de equipa, jogos de estratégia e raciocínio, experiências desportivas e conteúdos com potencial educativo. Um dos jogos disponibilizados reúne 16 modalidades desportivas diferentes, enquanto outras experiências procuram explorar áreas como a ciência e a aprendizagem.

O espaço foi pensado para receber miúdos, mas também famílias, grupos de amigos e adultos. “Na inauguração tivemos miúdos de nove anos a jogar com adultos de 55, o mesmo jogo, ao mesmo tempo e a divertirem-se da mesma forma”, frisa Bárbara, de 29 anos.

 
 
 
 
 
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A experiência não termina quando se retiram os óculos. Para os fundadores, a grande diferença está na possibilidade de partilhar o mesmo mundo virtual com família ou amigos e continuar ligado à experiência mesmo quando não se está a jogar, através do lounge onde é possível acompanhar, num ecrã, o que os jogadores estão a viver.

A ideia é que, mesmo sem estar a jogar, ninguém fique completamente afastado do que está a acontecer. Num grupo maior, por exemplo, enquanto alguns jogam, os restantes podem assistir, conversar e acompanhar a ação a partir do lounge.

Além das sessões de jogos, o Southgate aposta em festas de aniversário, com possibilidade de combinar a utilização do espaço com catering, e, em grupos empresariais, através de experiências de team building. A intenção é transformar o espaço num ponto de encontro e não apenas num local onde se colocam uns óculos de realidade virtual durante alguns minutos.

Quanto aos preços, o Southgate trabalha com diferentes modalidades, consoante o número de jogadores, a duração da sessão e o tipo de experiência escolhida. Há opções para grupos de dois a quatro jogadores e de quatro a seis, sendo que o valor por pessoa tende a diminuir à medida que aumenta o número de participantes, a rondar os 30€ por pessoa.

As sessões podem ter diferentes durações, mas, segundo os fundadores, uma hora acaba por ser o período ideal, dado que experiências muito curtas deixam os jogadores com vontade de continuar, enquanto mais de uma hora pode tornar-se fisicamente exigente.

Nos aniversários, os preços são ajustados ao número de participantes, ao tempo de utilização e à possibilidade de incluir catering, com os responsáveis disponíveis para adaptar cada proposta às necessidades de cada grupo.

Mais do que um espaço dedicado à realidade virtual, os fundadores querem que o Southgate se afirme como um ponto de encontro na Margem Sul, e que, posteriormente, ganhe forma noutros pontos do país.

Carregue na galeria para conhecer o Southgate.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida da Ponte, nr 4A
    2840-187 Arrentela

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