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Vacinados vão deixar de ficar em isolamento quando tiverem contactos de risco

Quem o diz é a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. Além disso, a DGS deve deixar de divulgar diariamente os novos casos de Covid-19.
Graça Freitas falou de várias mudanças em entrevista.

Em entrevista ao “Público”, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, falou sobre a evolução da pandemia da Covid-19 em Portugal e deu vários indícios de normas e medidas que poderão mudar nos próximos tempos.

Uma delas tem a ver com o facto de as pessoas vacinadas poderem não ficar em isolamento quando tiverem um contacto de risco. A norma estará já escrita, mas a DGS ainda aguarda para a publicar.

“Estamos neste momento a avaliar muito bem a questão das pessoas que ficam em isolamento profilático no sentido de distinguir quem tem um contacto com uma pessoa doente e está vacinado de uma pessoa que teve esse contacto e não está vacinada. Essa é uma das medidas que vai ser tornada diferente”, disse Graça Freitas ao “Público”.

“Mas admitindo isto, se houver uma discriminação no sentido de uma pessoa vacinada que contactou um doente não ficar isolada, o risco não é zero”, acrescenta, realçando que nestes casos terá de haver uma responsabilidade acrescida para a pessoa vacinada, que terá de ter cuidados reforçados, mesmo que não seja obrigada a ficar em casa.

Além disso, adianta, a DGS vai deixar de divulgar diariamente os novos casos de Covid-19 no País. “Queremos aumentar o intervalo desta publicação, sendo que sempre que acontecer alguma coisa inesperada comunicaremos. Vamos libertar os portugueses desta carga que é recordar todos os dias quantos casos, quantos internamentos, porque isso também dá um peso à nossa vida.”

Em relação às escolas e creches, Graça Freitas mostrou-se menos flexível em relação a alterações nos próximos tempos. Os pais vão continuar a não conseguir entrar nas creches, e os alunos terão de continuar a usar máscara no recreio.

A diretora-geral da Saúde sublinhou ainda que esta tendência de amenização da pandemia em Portugal depende de “três fatores muito importantes”: ​​a vacinação, a epidemia e a entrada no inverno. Além disso, “é esperar que não apareça nenhuma variante com competência para substituir a Delta”. 

Portugal tem, neste momento, cerca de 80 por cento da população completamente vacinada — e 85 por cento com a primeira dose. Será difícil aumentar o número, visto que os não vacinados são sobretudo crianças dos 0 aos 11 anos, e existem aqueles que ainda não se quiseram vacinar (que correspondem a cerca de três por cento da população).

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