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Prébióticos e probióticos: afinal, que substâncias são estas?

Conheça a explicação da nutricionista seixalense Mariana Machado, neste novo artigo de opinião para a New in Seixal.
O consumo destas substâncias pode ser uma preciosa ajuda no combate à prisão de ventre.

Não é preciso muito para se constatar que a saúde intestinal é fundamental para o nosso bem-estar. Além das conhecidas funções digestivas, o intestino define-se como um órgão com um papel importantíssimo na defesa do organismo. Por exemplo — não estranhe —, por conter uma abundante flora de bactérias “boas”.

Contudo, recuemos. Com a ajuda de estudos recentes, já se sabe que é fundamental que exista um equilíbrio ótimo no corpo, que permita, sobretudo, a multiplicação dos microrganismos benéficos e a redução dos responsáveis por doenças. E, quando nascemos, o intestino é um dos órgãos mais afetados pelas primeiras bactérias.

Daí adiante, isto é, ao longo da nossa vida, a flora bacteriana passa, depois, a ser influenciada pela idade, dietas ricas em gordura e açúcar, consumo de álcool, tabaco, toma de antibióticos, stress e, claro, pelas alterações do funcionamento intestinal. Todos estes fatores tornam-se nos principais responsáveis para o desequilíbrio da flora do intestino.

Para dar uma ajuda a este problema, existem alimentos enriquecidos com os chamados prébióticos e probióticos. Mas a verdade é que nem toda a gente conhece a verdadeira função destas substâncias no organismo. Passemos a explicar. Os prébióticos são hidratos de carbono não digeríveis (fibra), que estimulam o crescimento e a atividade das bactérias probióticas, servindo de alimento para estas últimas. Os mais conhecidos são a inulina, os fruto-oligossacáridos (FOS), Galacto-oligossacáridos (GOS) e lactulose.

Isto, na prática, quer dizer que se encontram naturalmente em alimentos como a cevada, a aveia, o trigo, bananas, cebolas, alho, alho-francês, mel, alcachofras, entre outros. Podem ainda ser adicionados a outros produtos, como bolachas, cereais, chocolate, cremes de barrar, e produtos lácteos.

Quanto aos probióticos, estes são microrganismos vivos que ajudam na digestão e protegem o organismo contra as bactérias nocivas. São geralmente conhecidos como bactérias “boas”. 

Podem pré-existir no organismo, nomeadamente, no intestino, mas também são encontradas em iogurtes e leites fermentados, e adicionados a outro tipo de alimentos, como a comida infantil, leite, sumos e iogurtes. Os probióticos mais comuns são as bactérias dos géneros Lactobacillus e Bifidobacterium, e leveduras como o Saccharomyces spp.

No entanto, é importante alertar que, para os probióticos terem um efeito benéfico para a saúde, os seus microrganismos devem estar vivos e em número suficiente, devendo ser estáveis e viáveis até ao fim do prazo de validade do produto/alimento.

Vai gostar, no entanto, de saber que tanto os pré como os probióticos, podem ainda assim ser consumidos em suplementos alimentares, estando, por vezes, presentes na forma combinada. Por exemplo, quando um produto contém pré e probióticos simultaneamente, designam-se por simbióticos.

Das inúmeras vantagens do consumo de pré e probióticos, a ação ao nível da função intestinal é a que mais se destaca, sobretudo na prevenção e tratamento da diarreia, na prisão de ventre, e promoção do trânsito intestinal regular. Há igualmente evidências do potencial dos pré e probióticos na prevenção do cancro do cólon e em outras doenças intestinais.

Têm ainda influência no reforço do sistema imunitário, promovendo a melhoria da resistência a infeções, a redução da ocorrência de alergias, particularmente em bebés e crianças pequenas. Mas os benefícios destas sustâncias no nosso organismo não se ficam por aí.

Para além destas qualidades, os pré e probióticos não têm contraindicações, pelo que podem ser tomados em qualquer fase da vida. As quantidades recomendadas de pré e probióticos são variáveis, assim como a frequência da toma, pelo que é recomendável o aconselhamento junto de um profissional de saúde.

Tome nota de mais alguns benefícios destas substâncias no nosso organismo

Já sabemos que são numerosos os benefícios dos pré e probióticos no funcionamento do nosso corpo. Assim, vejamos apenas alguns deles.

Dos prébióticos:

—   Aumento da absorção de cálcio, ferro, fósforo e magnésio;
—   Aumento do volume das fezes e da frequência de evacuações;
—   Diminuição da duração do trânsito intestinal;
—   Regulação do açúcar no sangue;
—   Aumento da saciedade;
—   Diminuição do risco de desenvolver cancro do cólon e do reto;
—   Redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue.

Além disso, estas substâncias contribuem igualmente para fortalecer o sistema imunitário e para a formação da microbiota do recém-nascido, ajudando a reduzir a diarreia e as alergias.

Dos probióticos:

—  Facilitar a digestão, combater a azia e refluxo gástrico;
—  Prevenir alergias;
—  Combater a tolerância à lactose e outras intolerâncias alimentares;
—  Evitar as desregulações intestinais, como a diarreia e a prisão de ventre;
—  Prevenir cáries dentárias;
—  Melhorar a absorção dos nutrientes dos alimentos consumidos;
—  Impedir a proliferação das bactérias más no intestino.

Exemplos de alimentos pré e probióticos que podemos integrar na nossa alimentação

Prébióticos:

—    Alho;
—    Cebola;
—    Espargos;
—    Banana;
—    Repolho;
—    Feijões;
—    Leguminosas;
—    Alcachofra;
—    Maçã;
—    Alho-francês;

Probióticos:

—   Kefir;
—   Picles;
—   Kombucha;
—   Miso;
—   Iogurte;
—   Azeitonas curadas;
—   Kimchi;
—   Vinagre de maçã;
—   Shoyu;
—   Chucrute;

Para saber mais sobre esta questão (ou outras) pode marcar uma consulta, presencial ou online, com a nutricionista Mariana Machado através da página de Instagram, através do site, do email (mmnutricoach@nullgmail.com) ou do contacto telefónico (937 952 587).

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