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Pais, será que o vosso filho está preparado para iniciar a alimentação complementar?

A resposta é dada por Joana Fonseca da Silva, uma terapeuta em exercício no centro Deslocar Palavras, em Corroios.
Uma ajuda dada às famílias seixalenses por uma terapeuta da fala.

A maternidade passa por momentos que causam ansiedade e receios aos pais. A introdução da alimentação complementar é um deles. Surgem dúvidas como: “será que pode comer pedaços?; vai engasgar-se ao fazê-lo?”; “tem de comer os 120 mililitros que o pediatra pediu porque o meu leite já não está a ser suficiente?”. Afinal, o que é que a terapia da fala tem a ver com estas questões?

Pois bem, o terapeuta da fala é o profissional que melhor conhece toda a anatomia e fisiologia das funções orais. Comer é uma delas e, por isso, nada melhor que um terapeuta da fala para ajudar os pais nesta fase.

Mais do que a faixa etária do bebé, é importante compreender se ele está ou não preparado para iniciar a introdução da alimentação complementar. Ele pode já ter sete meses, mas não apresentar sinais de prontidão, como também pode ter seis meses e ter todos os sinais de prontidão adquiridos.

Quando falamos de sinais de prontidão referimo-nos ao controlo da cabeça e do pescoço, à estabilidade do tronco, ao sentar-se com o mínimo suporte e o levar os brinquedos à boca.

De referir que, acelerar este processo pode criar experiências aversivas no bebé, e posteriormente podemos vir a ter questões de seletividade e recusa alimentar. Respeitar o tempo do bebé, não forçar a ingestão dos alimentos, não esquecendo que durante o primeiro ano de vida a fonte principal de alimento do bebé é o leite.

Deixamos também alguns mitos sobre esta questão que devem ser conversados com os pais: “só se faz introdução da alimentação complementar quando o bebé tem dentes?”; “é sinal de prontidão quando o bebé demonstra ‘interesse’ pela comida dos pais?”; “como está a ser amamentado, não tem fome”.

No Centro de Desenvolvimento Infantil Deslocar Palavras encontra profissionais especializados nesta área que podem ajudar a conduzir este processo de uma forma harmoniosa, respeitando os sinais do bebé e ajustando todas as metodologias a cada família. Porque cada bebé é um bebé e cada família é única.

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