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Ómicron pode sobreviver até 21 horas na pele

Um novo estudo revela que a nova variante tem maior capacidade de sobreviver nas superfícies do que as anteriores.
Portugal enfrenta nova vaga da pandemia.

Não existem grandes dúvidas de que a nova variante Ómicron veio revolucionar a pandemia. Ainda mais contagiosa do que a Delta, mas aparentemente menos perigosa, transformou a forma como os governos e a população lida com a doença.

Os novos dados sobre a variante continuam a surgir e os mais recentes sugerem que tem uma ainda maior capacidade de se manter ativa nas superfícies. Isto quando comparada com as anteriores variantes.

Um novo estudo japonês, publicado a 18 de janeiro na “bioRxiv“, descobriu que a Ómicron sobrevive durante mais tempo no plástico e na pele humana do que as suas antecessoras. A investigação da Universidade de Medicina de Kyoto Prefectural ainda não foi revista pela comunidade científica.

Segundo as conclusões do estudo, em superfícies plásticas, os tempos médios de sobrevivência da estirpe original e das variantes Alfa, Beta, Gama e Delta foram de 56 horas, 191,3 horas, 156,6 horas, 59,3 horas, e 114 horas, respetivamente. No caso da Ómicron, o tempo aumenta para 193.5 horas de vida.

Em amostras de pele de cadáveres, o tempo médio de sobrevivência do vírus foi de 8,6 horas para a versão original, 19,6 horas para Alfa, 19,1 horas para Beta, 11 horas para Gamma, 16,8 horas para Delta e 21,1 horas para Ómicron.

Na pele, todas as variantes foram completamente eliminadas após 15 segundos de exposição a desinfetantes de mãos à base de álcool. “É altamente recomendável que as práticas atuais de controlo de infeções utilizem desinfetantes, tal como é proposto pela Organização Mundial de Saúde”, concluem os investigadores.

“Este estudo mostrou que a variante Ómicron também tem a maior estabilidade ambiental entre as restantes variantes, o que sugere que esta alta estabilidade poderá ser um dos fatores que permitiram que se espalhasse mais rapidamente”, escreveram os autores.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), a Ómicron está agora presente em todos os países da União Europeia e tornou-se a variante dominante na maioria dos estados membros. Os países onde a maior percentagem de novos casos foram atribuídos à Omicron foram a Finlândia (99,9 por cento), Bélgica (99,7 por cento), Malta (99,3 por cento) e Dinamarca (98,8 por cento).

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