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Katsu: a academia no Seixal onde se aprende a vencer na vida a partir do jiu-jitsu

A mais recente novidade do espaço é a turma dos mini jiujiteiros. A NiS conta-lhe tudo.
Fotografia: página do Instagram da Katsu.

Katsu, o nome de uma das academias mais conhecidas da modalidade de jiu-jitsu no Seixal não foi escolhido por acaso. Na língua original — o japonês — pode ter vários significados, como frango frito, porém, neste caso diz respeito à expressão “vencer na vida”. É precisamente essa a filosofia do espaço seixalense, que está aberto desde março de 2020.

No seu comando está Rui Gonçalves, de 37 anos. O atleta está ligado ao mundo das artes marciais desde os quatro anos. Passou pelo judo, karaté, kickboxing, muay thai e até MMA. No entanto, foi no jiu-jitsu que Rui encontrou a sua grande paixão desportiva. “Entrei na faculdade, tirei o curso de Engenharia Civil e, na altura, fiquei uns dois anos sem fazer nada. Até fiquei gordinho e tudo”, começou por contar à New in Seixal. 

“Depois voltei a focar-me e fui para uma escola. Ia à procura do kickboxing, mas havia lá jiu-jitsu e MMA. Lembro-me de não saber sequer o que era o jiu-jitsu, mas sempre pensei que as lutas mais agarradas não eram para mim. Por isso fui para MMA, que é uma mistura. Tem a vertente de strike e a parte do chão. É óbvio que levava sempre pancada no chão”, acrescentou.

Foi nesse momento que o seu professor na altura o incentivou, pelo nível da sua inteligência e estratégia, a experimentar o jiu-jitsu. Desde esse dia nunca mais largou a modalidade. Depois de ter perdido cinco anos seguidos, conseguiu ser pela primeira vez campeão nacional. Ao todo, sagrou-se número um de jiu-jitsu em Portugal duas vezes em castanho, uma em preto e chegou a ser campeão europeu em master.

No entanto, Rui Gonçalves estava longe de imaginar que um dia abriria uma academia da modalidade. “Queria trabalhar na área da engenharia civil. A minha família é mais virada para a parte empresarial. A minha mãe é professora e o meu pai é gestor de empresas. E eu sempre pensei que ia seguir o ramo do meu pai e fui seguir o da minha mãe”, explicou à NiS.

O espaço onde tudo acontece.

Rui é a figura principal da Katsu. No espaço é professor da maior parte das aulas dadas, desde as pensadas para os mais pequenos como as de adultos. 

“Temos uma turma que se chama os mini jiujiteiros. Abriu há cerca de três meses e é para os miúdos dos três aos seis anos. Depois, temos outra turma, os pequenos jiujiteiros, dos seis, sete, até aos 12 anos. A turma seguinte começa nas idades dos 12, 13 anos (depende dos miúdos) e é sempre para cima. É a aula dos adultos e teens”, esclarece.

A grande maioria das pessoas, segundo o proprietário da Katsu, inscreve-se por uma destas três razões: para ficar em forma sem ter de ir ao ginásio, usando o jiu-jitsu como uma alternativa; para aprender a defender-se, ganhando mais confiança e, claro, técnica; ou porque se apaixonam por esta arte marcial, sobretudo pelo facto de ser muito complexa.

“É uma aprendizagem diária. Estamos sempre a aprender, não é uma coisa que depois fica monótona. À medida que nós evoluímos há sempre coisas novas. E depois também pela competição que existe connosco próprios. Nós queremos ficar melhores, queremos vencer o outro. Tem essa parte muito gira”, revela.

Além disso, o sucesso não apenas da Katsu como também da modalidade em si deve-se à confiança que existe entre todos os praticantes. “É o facto de saber que ninguém me vai magoar. Nós temos de confiar que a outra pessoa nos vai puxar o braço e que ao batermos duas vezes ela vai largar”, sublinha.

As aulas na academia Katsu

A dinâmica é sempre a mesma, independentemente do escalão de idades. Todas as aulas começam com uma saudação, que já é habitual no universo das artes marciais. De seguida, avança-se para o aquecimento. O objetivo aqui, mais do que uma simples preparação física, é também o de aquecer (mesmo). Há corrida, uns drills de animais, como por exemplo, andar à tigre.

Depois, a aula avança para a aprendizagem de uma técnica em pé. É criado um cenário de ataque e um de defesa e a partir daí todos os praticantes são postos à prova. Na maior parte dos casos, depois de ter sido aprendida a defesa, atira-se a pessoa ao chão — afinal de contas o controlo é um dos objetivos do jiu-jitsu — e estabiliza-se. Quanto à segunda parte da aula, corresponde à luta propriamente dita no chão.

“Além disso, durante a semana temos sempre um tema. Por exemplo, montada, ou seja, quando uma pessoa está por cima da outra e a de baixo tem que aprender a sair dessa posição. E durante essa semana fazemos isso com várias técnicas e várias reações diferentes. Eu explico uma série de movimentos e depois as pessoas repetem sem e depois com resistência”, esclarece Rui Gonçalves.

De acordo com o responsável pela academia Katsu esta questão de ser possível desenvolver a técnica com resistência é o que torna o jiu-jitsu diferente das restantes modalidades. “Por exemplo, uma pessoa vai tentar sair da montada mas a outra não a vai deixar. Aliás, vai dar o máximo para que não saia. Isto não é possível acontecer no kickboxing, as técnicas não podem ser aplicadas contra pessoas em treino a 100 por cento”, remata.

Quanto às aulas, acontecem todos os dias. Para os adultos, na segunda, quarta e sexta-feira decorrem das 10 às 11 horas e às 19h30. À terça e quinta-feira, as aulas são das 13 às 14 horas e na parte da tarde às 20 horas.

Para os mais novos, a turma dos mini jiujiteiros tem aulas às terças e quintas-feiras, pelas 18h15; e logo de seguida entra a turma B, que é para os mais velhos, das 19 horas às 19h50. Depois às segundas e quartas-feiras existe outra turma, que é a A, também para os mais crescidos, que acontece das 18h30 às 19h30. Ao sábado de manhã misturam-se todas as turmas dos mais pequenos, das 10 às 11 horas.

Para se inscrever na academia Katsu pode deslocar-se presencialmente ao espaço e falar diretamente com Rui Gonçalves. Se preferir, pode também visitar o site do projeto seixalense de jiu-jitsu ou as páginas do Facebook e do Instagram. Em qualquer uma das plataformas pode ficar a saber mais sobre a dinâmica da escola.

Pode também ligar diretamente para o número de telemóvel 934 900 377 ou enviar um email para jiujiteirosdegema@nullgmail.com.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Sá de Miranda, nº 18
    2840-402 Seixal
  • HORÁRIO
  • De segunda-feira a sexta-feira, das 10 às 21 horas. Aos sábados, das 10 às 11 horas

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