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Já pensou seriamente sobre as suas necessidades reais e desejos?

Saiba tudo o que Sofia Andrade tem a dizer sobre o tema neste novo artigo de opinião.
Um artigo para ler e reler.

Já pensou quais são as suas verdadeiras necessidades? Não? Talvez? O facto de adotarmos um estilo de vida demasiado acelerado, com muitos compromissos, projetos, cobranças de nós próprios e de outros, não é uma tarefa fácil. As nossas necessidades podem basear-se em imprevistos, situações que nos influenciam a tomar decisões. Segundo os psicólogos, estas decisões, por vezes, não condizem com os nossos desejos ou necessidades reais.

Se repararmos, a vida passa muito depressa, de forma acelerada e quando nos damos conta do tempo, encaramos as coisas que planeamos de outra forma. Infelizmente, nem sempre conseguimos dar resposta a determinadas situações e acabamos por nos acostumar a uma rotina de correrias e de “apagar fogos”, com pouco cuidado e até diria negligência connosco próprios. Se tem a perceção que se identifica com esta descrição, pergunte a si mesmo: o que tem feito e para onde quer ir?

Afinal, quais são as nossas necessidades reais?

É preciso, em primeiro lugar, observar como a nossa vida se resume ao que fazemos e não ao que projetamos, de dentro para fora. Se formos pensar como necessidade real, numa escala do básico ou primeiras necessidades, para o “menos importante”, ficaria aproximadamente desta forma.

Necessidades reais fisiológicas

Sim, isso mesmo. Antes de mais nada, aquilo que nos faz viver e, em algum caso, sobreviver, é tão importante quanto casar, ter filhos e casa própria. E as necessidades reais podem não estar a ser supridas, sem percebermos.

Exemplo disso é o caso da alimentação. Algumas pessoas alimentam-se de forma desregulada, com uma dieta pobre em nutrientes e cheia de substâncias alimentares que fazem mal à saúde, como é o caso dos conservantes, do sal, dos açúcares, entre outros. Tal ocorre por vários motivos, pela ausência do valor da alimentação e da sua função nutricional e do estilo de vida em planear horários.

Ao mesmo tempo, existem outras necessidades reais tão ou mais importantes e são tão ignoradas. E isso pode, inclusive, levar a pessoa a casos sérios de saúde como acontece com a insónia (o indivíduo não dorme porque não pode ou não dá o menor valor à qualidade do sono), não beber água o suficiente por dia, o não saber respirar de forma correta, entre outros.

Necessidades de projetos básicos de vida

O indivíduo que não tem objetivos na vida, como dizem os velhos ditados, não poderá subir a montanha da autossatisfação. Ou seja, o facto de não se definirem metas na vida gera despreparação para o futuro. Coloco agora a questão: quais são as suas necessidades reais? Adquirir a independência económica? Ter autonomia individual? Terminar os estudos? Arranjar uma profissão ideal? Ter um relacionamento estável?

O que acontece é que estas “metas” são induzidas pela sociedade atual que permeia o indivíduo, desde a sua infância até à idade adulta, para que se transforme como base social. Porém, dentro destas metas básicas, é possível elencar determinadas prioridades que farão as nossas escolhas pessoais um pouco diferentes das outras, como por exemplo, aderir a uma psicoterapia como mudança no estilo de vida. Para a sociedade atual, não seguir este padrão, é estabelecer consequências no futuro.

Além destas duas prioridades individuais, é importante que a mente esteja focada num plano a curto e a médio prazo. A atual conjuntura e vida moderna são sobrecarregadas de pressões, o que faz com que se criem desequilíbrios e priorizemos por vezes aquilo que não nos satisfaz de verdade.

Para que isso não aconteça, é necessário conhecermo-nos, ou seja, sabermos os nossos limites; aquilo que podemos concretizar e que está ao nosso alcance. Desta forma, esse autoconhecimento pode ajudar-nos a excluir o que não nos representa, pois são formas externas que trazemos para a nossa vida. Essas influências externas são uma das principais causas de diversos transtornos de personalidade, como a perda da autoestima, a depressão e a ansiedade.

Basta perceber e identificar por que se sente sempre cansado, ou irritado, ou até frequentemente o “deixa andar”. Podemos afirmar, que são sintomas de que as nossas necessidades reais não estão ordenadas da melhor forma.

Por vezes, não nos damos conta de que essas necessidades reais existem, porque vivemos no piloto automático. Mas até quando vamos conseguir viver assim? O mais importante é verificar o como e o porquê de não nos valorizarmos ou até diria de boicotarmos as nossas prioridades e as reais necessidades.

A vida dá imensas voltas e devemos encontrar o ponto de equilíbrio. Por que não se priorizar mais? Encontrar um tempo para si e começar a analisar as suas necessidades e prioridades? Reveja aquilo que pode ser mudado ou melhorado na sua vida e exclua o que não lhe faz bem. O papel do psicólogo passa por ajudar o outro no seu processo de autoconhecimento. Essa é sem dúvida a mudança que precisa. 

Para saber mais sobre estas e outras questões, pode marcar uma consulta presencial ou online com a psicóloga seixalense Sofia Andrade. Para isso, envie uma mensagem privada para a página de Instagram ou um email para andradesofia958@nullgmail.com. 

Sofia Andrade é psicóloga e membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Licenciou-se e tornou-se mestre em Psicologia Clínica e de Aconselhamento. É ainda formadora certificada pelo IEFP e autora de várias publicações ligadas à sua área de especialização.

Recentemente decidiu levar a escrita mais longe e lançou em 2019 o livro “Crianças e Jovens em Perigo. Estudo de Casos Clínicos”. Tem ainda um canal no YouTube onde vai partilhando algumas das suas visões e conselhos nas várias áreas temáticas da psicologia.

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