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Fast food, ervilhas e veneno de abelha. É assim o corpo de Camilla Parker-Bowles

A nova rainha do Reino Unido odeia dietas restritivas e segue tendências bizarras para a saúde. Até os filhos gozam com ela.
Fruta biológica faz parte das suas escolhas.

Camilla Parker-Bowles é a nova rainha consorte de Inglaterra e todos os olhos estão postos na mulher do novo rei Carlos III, que subiu ao trono após a morte de Isabel II a 8 de setembro. Aos 75 anos, a monarca mantém uma elegância inegável para a idade e que tem sido alvo de muitas questões nos últimos tempos. Os segredos foram, finalmente, revelados.

Tom Bowles, o filho da nova rainha, foi divulgando ao longo dos anos alguns detalhes do estilo de vida da mãe. Quando os filhos eram pequenos foram muitas as vezes que Camilla preferiu o fast-food em vez dos alimentos frescos e saudáveis. Em 2009, quando lhe perguntaram se ele e a sua irmã Laura receberam feijão torrado quando eram crianças, Tom — um escritor de comida — respondeu: “Claro que sim. E os hambúrgueres Wimpy. As cadeias de fast-food surgiram no início dos anos 80 e ninguém resistia. Foi muito excitante”.

Esses dias parecem ter acabado. Desde que casou com Carlos que o casal real prefere legumes e fruta fresca retirada dos terrenos de Highgrove, a casa que partilham em Gloucestershire. Como demonstração da sua preferência por produtos orgânicos, o agora rei fundou a Duchy Originals, uma marca de alimentos orgânicos agora propriedade da Waitrose & Partners.

Numa visita a Singapura em 2017, Camilla visitou um centro comunitário, onde explicou que tenta obter com a sua alimentação o maior número possível de gorduras boas — tais como abacates, peixe e amêndoas. Depois de lhe ter sido oferecido um abacate, ela explicou que é “essencial comer da forma mais saudável”.

Até ao momento da morte de Isabel II, o na altura príncipe Carlos sempre fez questão de manter as suas próprias galinhas em Highgrove, por isso não é surpresa que os ovos frescos figurem no topo da ementa do pequeno-almoço do casal real. De acordo com o filho de Camilla, a sua mãe é uma grande fã de ovos mexidos, o que explica a preferência da rainha em começar o dia com este prato tão britânico.

Um equilibro entre ervilhas e vinho

Às refeições principais, segundo os chefs da família real, a rainha consorte é fã dos pratos típicos da gastronomia do Reino Unido. E não olha a calorias, nem gosta de desperdiçar comida. A antiga chef real, Carolyn Robb, disse à revista “Racked”: “O príncipe Carlos e a mulher sempre foram muito patriotas nas escolhas dos pratos e económicos. Se fizéssemos cordeiro assado e houvesse restos, o mais provável é que estes servissem para cozinharmos uma tarte de pastor para servir na noite seguinte”. Também Tom corrobora esta visão da rainha. “Durante a minha infância, a minha mãe sempre cozinhou grandes pratos de comida. “Caçarolas de frango, bifes do talho local, tarte de cabrito, salmão assado e o frango assado eram uma tradição semanal e anda era desperdiçado”, disse ao jornal “The Big Issue”, em 2018.

Os alimentos picantes ficam fora do menu. No lançamento americano da “Fortnum & Mason: O Livro dos Cozinheiros”, Tom revelou: “Eu gosto de chilli, especiarias e alho. E [Charles e Camilla] vêm de uma geração onde não apreciam, de todo, malaguetas”. Mas as ervilhas não podiam faltar. Esta leguminosa faz parte da lista de snacks preferidos as rainha consorte.

Numa visita escolar a Slough, Inglaterra, Camilla disse aos alunos: “Eu digo-vos o que realmente gosto de comer: ervilhas diretamente do jardim. Se as tirarem da vagem, são deliciosas e realmente doces“. Levo todos os meus netos para o jardim e eles passam horas e horas a comer ervilhas”, revelou. Estas leguminosas são responsáveis por ajudar a manter uma sensação de saciedade e controlo de apetite, bem como para o “fortalecimento do sistema nervoso e bem-estar mental devido ao seu teor em vitaminas do complexo B”.

No entanto, há outro produto que não pode faltar à mesa dos novos reis. Vinho. Tal como em qualquer casa portuguesa, o néctar dos deuses é apreciado e complementa qualquer refeição. A duquesa, que alegadamente prefere vinho tinto, é a presidente da Associação da Vinha do Reino Unido. No 50.º aniversário da entidade discursou sobre a origem desta paixão. “As pessoas perguntam-me sempre como me envolvi nisto tudo. Bem, em primeiro lugar, adoro vinho; mas em segundo lugar, o meu pai estava no negócio, por isso fui criada a beber vinho e água um pouco como os franceses“.

Não às dietas e sim ao ioga

Camilla é uma defensora do estilo de vida saudável, porém é completamente contra dietas restritivas. Esta posição foi tomada logo a seguir à morte da sua mãe, vítima de osteoporose, em 1994.

“As dietas da moda são a pior coisa de sempre”, referiu em declarações ao Daily Mail. “Estás a privar os teus ossos de receber cálcio. São estas dietas ridículas, que cortam os lacticínios e todas as coisas que são boas para os teus ossos”, sublinhou. E continuou: “Precisamos de encontrar uma maneira de educar as crianças de que elas precisam de cuidar dos seus ossos em vez de terem uma aparência como alguém que viram numa fotografia“, destacou.

Ainda na visita a Singapura, em 2017, a rainha consorte revelou que, tal como a sua nora Meghan Markle, é uma grande fã de ioga. Na altura como duquesa da Cornualha revelou que gostava de praticar ioga e pilates, bem como a meditação para a ajudar a relaxar e a descontrair. E continuou a enumerar os benefícios das práticas: “Torna-nos muito mais flexíveis. Penso que é muito importante à medida que se envelhece fazer exercício e alongar”.

A escolha do veneno de abelha para a pele

A agora rainha consorte manteve sempre um hábito pouco saudável. Camilla era conhecida por fumar — algo retratado também na série “The Crown”. Porém, há uns anos deixou de lado os cigarros para se concentrar numa grande e eficaz rotina de cuidados de pele que ajudam a melhorar o aspeto da sua tez. Um dos tratamentos que faz com frequência inclui um dos seus ingredientes favoritos, o veneno das abelhas.

A esposa de Carlos III revelou que em 2010 foi a primeira vez que procurou a dermatologista das estrelas Deborah Mitchell, para um tratamento facial com veneno de abelha. Na época, a especialista em dermatologista revelou que a monarca gosta de complementar os seus cuidados com um hidratante orgânico enriquecido com o mesmo ingrediente.

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