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Estas manchas na pele assombram várias mulheres. Afinal, o que é o melasma?

Surgem com mais frequência durante a fase reprodutiva. Saiba tudo com a ajuda da profissional Ana Mendes.
Tire todas as dúvidas.

O melasma é uma hiperpigmentação da pele, caraterizada pela formação de manchas castanho-escuras ou castanho-acinzentadas, com limites bem delimitados, de formato irregular. Esta caraterística exerce frequentemente um impacto negativo sobre a autoestima e a qualidade de vida das portadoras do transtorno.

Estas manchas resultam da deposição aumentada de melanina, proteína que garante a coloração da pele e evita os danos da radiação ultravioleta no DNA. Embora se localizam preferencialmente na face, na região das maçãs do rosto, da testa, do lábio superior, no queixo e nas têmporas, as lesões também podem surgir na zona do pescoço e nos antebraços. O tamanho das manchas pode variar bastante. Em alguns casos, estas manchas chegam a cobrir a face na sua totalidade.

O melasma é uma condição crónica e recidivante, ou seja, é um transtorno que se repete. Surge de uma forma mais frequente nas mulheres que se encontram na sua fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, do que nos homens (apenas dez por cento são afetados). É raro manifestar-se antes da puberdade.

São mais vulneráveis as pessoas de pele morena em tons mais escuros, como as africanas, as afrodescendentes, as de ascendência árabe, as asiáticas e as hispânicas que, por natureza, produzem mais melanina, uma vez que possuem melanócitos mais ativos.

Não é incomum o aspeto antiestético das lesões servir de entrave para os relacionamentos sociais e afetivos. A alteração na aparência da pele chega a interferir no desempenho profissional e muitas pessoas acabam por se afastar dos ambientes que antes frequentavam, fugindo dos amigos.

A classificação do melasma

Tomando por base a distribuição de melanina na mancha escurecida, o melasma pode ser classificado em três tipos. O epidérmico, em que o depósito de melanina se concentra na epiderme, a camada protetora e superficial da pele, em contacto direto com o mundo exterior.

Já o dérmico, como o próprio nome sugere, encontra-se na derme, a camada intermediária da pele, composta por diversos tecidos, como por exemplo vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas e terminações nervosas. Existe ainda o melasma misto, isto é, quando a melanina afeta tanto a derme quanto a epiderme.

Fatores de risco para o aparecimento do melasma

Ser mulher em idade reprodutiva e ter um tom de pele mais escuro — fotótipo III e IV — determinado por herança genética são fatores de risco importantes para o aparecimento de melasmas. Também para isso contribui a exposição aos raios ultravioleta, que estimulam a atividade dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina e, portanto, o seu acúmulo nos tecidos.

E, na verdade, não é só isso. Vários estudos recentes mostram, ainda, que o espectro da luz visível causa aumento na pigmentação caraterística do melasma, além de alterar as fibras de colágeno, levando ao envelhecimento da pele. Esta luz visível corresponde a uma forma de radiação emitida pelo sol e, também, presente nos aparelhos de televisão, telemóvel e luzes artificiais.

Gravidez, medicação, como antibióticos ou anticoncecionais, deficiência vitamínica, stress, falta de sono, disfunção da tiróide e o uso de cosméticos irritantes ou de medicamentos para hipertensão ou epilepsia podem desenvolver o aparecimento de melasma na pele.

Tipos de melasma no rosto de acordo com a área afetada

Quando a pigmentação surge nas regiões central da fronte, supra labial e mentoniana (testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo), trata-se de um melasma centro facial. Este é o mais comum.

Quando o melasma atinge as áreas zigomáticas, conhecidas popularmente como “maçãs do rosto”, chama-se melasma malar. Carateriza-se, portanto, pelo escurecimento das bochechas e do nariz. Já no melasma mandibular, as regiões afetadas são os lábios e o queixo.

Possíveis formas de tratamento

Para ajudar na remoção das manchas, os tratamentos de estética avançada sugerem muitas opções. O nosso objetivo, claro, passa por oferecer o melhor resultado, e, por isso, selecionamos os métodos mais inovadores, com maior potencial de satisfação quando o assunto é tratamento do melasma.

Entre eles está o microagulhamento. Esta técnica ajuda a clarear as manchas na pele. Utilizam-se agulhas finas e metálicas para realizar microperfurações na pele com o objetivo de estimular a função dos fibroblastos, as células responsáveis pela produção de colágeno. Desta forma, suaviza-se o fotoenvelhecimento e a presença de cicatrizes e de manchas, como o melasma.

Já quando falamos em microagulhamento com drug delivery, o potencial de clareamento fica ainda mais poderoso. Esta segunda técnica significa, por definição, “entrega de ativos”, e consiste em associar as perfurações à aplicação de algum produto, como um ácido, garantindo que a substância chegue até o local exato do tratamento.

O melasma profundo atinge a derme e varia de intensidade, de acordo com as caraterísticas pigmentares de cada paciente. O tratamento acima citado pode ser eficiente para tratá-lo, mas é importante que um profissional avalie para encontrar a melhor solução para cada caso. Na Unic Clinic poderá agendar a sua consulta de avaliação gratuita.

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