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Enfermeiras salvaram a vida a um homem enquanto faziam compras no supermercado

Maria e Cristiana frequentaram a mesma escola de enfermagem, mas nunca mais se viram. Calhou estarem as duas à mesma hora no mesmo local do Seixal.
Foto: Ordem dos Enfermeiros.

Como é normal, Maria Justino e Cristiana Sanches estavam a fazer as suas compras num supermercado do Seixal no dia 16 de março, quando ouviram um grito de pedido de ajuda. As duas mulheres, que por coincidência estavam ali naquela altura, correram para a entrada da loja onde estava uma mulher com um idoso em cadeira de rodas a gritar por auxílio. 

Segundo o “Diário de Notícias” — que revelou agora a história —, depois de as duas enfermeiras chegarem ao local e de falarem com os seguranças, perceberam que não havia mais ninguém com formação na área e que tinham de ser elas a agir por conta própria. “O senhor estava inanimado, sem respirar e sem pulso. Tínhamos de tomar as rédeas à situação. Pedimos ajuda para o deitar no chão e tivemos que iniciar o suporte básico de vida. O que vale é que o supermercado tinha desfibrilhador”, contou Maria.

Como não estavam num ambiente hospitalar, existia algum receio em executar as manobras de suporte de vida. Ao mesmo tempo, Maria ia falando por telefone com o INEM para explicar o que estava a ser feito. “Foram rápidos, mas quando chegaram já tínhamos conectado o desfibrilhador, que já tinha feito duas cardioversões e o senhor tinha começado a acordar e a responder. Medimos a tensão, contámos os ciclos respiratórios para termos a certeza de que estava vivo e quando os bombeiros e o INEM chegaram já estava em posição lateral, de segurança, e a responder a perguntas”, explicou

Tudo aconteceu em 15 minutos, mas para as duas jovens enfermeiras pareceram horas. Maria Justino tem 28 anos e é enfermeira no serviço de ortopedia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Já Cristiana Sanches tem 29 e trabalha no serviço de cirurgia cardíaca no Hospital de Santa Marta, também na capital. Este salvamento colocou-as novamente em contacto, depois de terem feito o curso em 2018, embora em turmas diferentes, na Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha. 

Mais tarde souberam que, por este salvamento, iriam receber um louvor da Ordem dos Enfermeiros, não só pela coragem, mas também por terem mostrado que seja em horário de trabalho, ou não, as duas jovens responderam à chamada do dever e conseguiram salvar uma vida.

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