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Afinal as escovas de bambu podem não ser a melhor opção para quem quer ser mais sustentável

São absolutamente imprescindíveis para manter a saúde oral mas existem opções mais amigas do ambiente do que outras.
Há opções mais amigas do planeta.

Aprendemos em miúdos que escovar os dentes é uma prática fundamental para manter a saúde oral. O processo, que é tão natural para a maior parte das pessoas, tem toda uma ciência: desde o tempo necessário, à forma como escovamos, passando pelas escovas que escolhemos.

Na tentativa de melhorar a higienização e saúde oral, desde os anos 70, que são lançados diversos tipos de escovas de dentes com diferentes design de cerdas, tamanhos e formas que prometem ajudar-nos a limpar os dentes cada vez melhor.

A maioria das opções disponíveis no mercado é baseada em recursos fósseis e como devem ser trocadas pelo menos de três em três meses, o impacto ambiental é enorme. Anualmente são produzidas cerca de quatro biliões de escovas de dentes em plástico em todo o mundo.

Na sua maioria, quando uma escova deixa de ser utilizada, termina nos aterros ou nos oceanos, poluindo o planeta por mais de 400 anos, que é o tempo que demora a decompor-se. Em busca de alternativas mais amigas do planeta têm surgido várias propostas para combater a redução do uso de materiais derivados do petróleo.

Uma destas propostas são as conhecidas escovas de bambu. Porém, estas são a melhor opção. Segundo Mariana Nunes, dentista na Malo Clinic, estas escovas “costumam ter as cerdas muito duras que provocam algumas lesões a nível das gengivas e é comum ganharem muitos fungos no cabo de madeiras“. Além disso, a médica dentária sublinha que “este material só é sustentável caso seja descartado de forma mais ecológica”.

Para que um produto seja um bom substituto aos que já existem no mercado e que possuem um impacto negativo no planeta, todo o seu processo de produção, transporte e descarte, também devem ser ambientalmente corretos. 

Neste sentido, a dentista recomenda o uso de escovas de bioplásticos: “além de mais sustentáveis, porque são fabricadas com energias verdes, as cerdas são mais macias, o que não agride tanto as gengivas”. A reciclagem, neste caso, também não é tão problemática. A especialista em medicina dentária conta à NiT que vários consultórios e também algumas escolas já têm um “escovão onde podem ser colocadas as escovas de dentes já usadas para serem recicladas”. São depois recolhidas por uma empresa que as recicla.

Uma destas empresas a atuar em Portugal é a Jordan. Para evitar o desperdício, a marca de higiene oral criou a iniciativa de transformar escovas de dentes em pranchas de surf. Com este projeto pretendem a promover a economia circular e apoiar a inclusão social reforçando a sua parceria com a Associação Portuguesa de Surf Adaptado.

Outra opção são as escovas de dentes manuais recarregáveis. O cabo é de plástico ou alumínio e as cabeças são recarregáveis. Desta forma garantem uma maior longevidade da escova. As de alumínio têm ainda outra vantagem: é relativamente simples para os sistemas de triagem “apanharem” este metal, encaminhando as escovas para valorização. Podem também ser feitas com alumínio 100 por cento reciclável o que garante que uma grande parte deste material em circulação é já reciclado. 

Uma das opções de escovas mais amigas do ambiente sugeridas pela dentista Mariana Nunes é da marca e estão à venda nas farmácias portuguesas (e noutras lojas online). Custam 4,30€

“Esta escova de dentes tem uma cabeça cónica para facilitar o acesso a todos os dentes e filamentos suaves e arredondados indicada para uma limpeza delicada e eficiente”, explica a médica dentária. 

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