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Sexo gay, traições e guerras. Já estreou a série sobre a vida de Alexandre, o Grande

A nova produção da Netflix retrata, recorrendo a atores, alguns dos episódios mais marcantes do antigo rei da Macedónia.
Há muita guerra e sexo.

“É uma série documental que explora o caminho de um homem exilado e determinado a encontrar o seu lugar no mundo após o assassinato do seu pai”. “Alexandre: O Homem, O Deus“, que estreou na Netflix esta quarta-feira, 31 de janeiro, vai muito mais além deste episódio trágico da sua vida. Já está no top dos conteúdos mais vistos da plataforma. 

Tal como muitas outras produções — especialmente do Canal História —, a obra é baseada em testemunhos de historiadores. Estes momentos são intercalados com interpretações dos diferentes momentos que marcaram Alexandre, o Grande.

Segundo a gigante do entretenimento, este trabalho retrata “detalhes dramáticos da vida mítica do protagonista enquanto subia ao poder”. Todos os aspetos da sua realidade foram analisados, incluindo as suas paixões.

O exemplo perfeito disto mesmo — e que já tem dado que falar nas redes sociais — é a relação entre o príncipe e Heféstio, um aristocrata que era, simultaneamente, o seu melhor amigo. 

Provavelmente nunca saberemos se o que existia entre ambos era apenas uma amizade. A Netflix, contudo, levou o laço entre ambos mais além. Num dos episódios, vemo-los numa cena bastante sensual, enquanto têm relações sexuais.

Apresentá-los como amantes foi uma forma da produção mostrar que, no tempo da Grécia Antiga, não havia uma diferenciação entre relacionamentos heterossexuais e homossexuais, algo que se tornaria numa fixação para as sociedades futuras.

O ponto de partida da série é a descoberta de novos artefactos de Alexandre. Depois disso, partimos para as tais cenas interpretadas por atores (que ocupam grande parte de cada capítulo).

A história começa em 334 a.C., um ano antes do protagonista se exilar da Macedónia, de onde era natural. Isolado, continua a falar com Ptolomeu e Heféstio, os seus dois melhores amigos e confidentes.

Acaba por ser chamado para voltar para a sua terra, para acompanhar o casamento da sua irmã. O seu pai (Filipe II), deu a mão da sua filha a um chefe militar local. Durante um discurso, o rei é esfaqueado por um dos seus guardas.

Com a coroa quase a ser forçada na sua cabeça, Alexandre tem agora o dever de liderar a Macedónia. A sua principal promessa é exterminar o povo persa — acredita que foram eles os responsáveis pela morte do seu progenitor.

A obra realizada por Hugh Ballantyne, Stuart Elliott e Mike Slee também decorre na Babilónia, onde vive o poderoso Darius. Ciente do estado atual do país rival, decide que é a altura perfeita para invadir o território. As guerras entre ambos os lados são o grande destaque da produção.

Antes de “Alexandre: O Homem, O Deus”, é provável que nunca tenha visto Buck Braithwaite, o ator principal. A sua carreira começou no ano passado, no filme indie de terror “Nefarious”. A história acompanhava um grupo de amigos que fugia de um predador após terem tentado assaltar um banco. O britânico de 39 anos também apareceu em “Flowers in the Attic: The Origin”, “Masters of the Air”, da Apple TV+ e “Fair Play”, também da Netflix.

Carregue na galeria para conhecer as séries (e regressos) que chegaram em fevereiro às plataformas de streaming e à televisão. 

 

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