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“Progression”: a nova exposição do Seixal junta medalhas japonesas e portuguesas

Mostra presta uma homenagem ao grupo Anverso/Reverso — Medalha Contemporânea.
Cada medalha conta uma história.

Uma medalha é sinónimo de prestígio, já que é algo que recebemos quando ganhamos algum prémio ou nos destacamos numa determinada área. No entanto, existe quem pegue na essência da medalha e a transforme numa obra de arte. Ao fugir dos materiais clássicos do bronze, prata e ouro, muitos artistas criam medalhas contemporâneas, com diferentes formas e significados mais profundos, que vão para além da palavra vitória ou conquista.

Este sábado, 21 de outubro, pelas 15h30, no Centro Internacional de Medalha Contemporânea, será inaugurada a exposição “Progression”, que assinala a existência, o trabalho e a obra de 25 anos de atividade do grupo Anverso/Reverso, um coletivo de escultores portugueses com uma vasta obra na área da medalhística.

“Progression” conta com 70 medalhas de criadores japoneses e portugueses, que revelam grande criatividade e beleza estética. Cada medalha surpreende-nos pela forma, pelo material e pela história que conta ou pela maneira como a imaginação e a criatividade humanas celebram datas, acontecimentos, lugares, personalidades ou até mesmo sentimentos.

Esta não é uma exposição nova, muito do valor atribuído a este conjunto de medalhas é o facto de já terem passado por museus em várias partes do mundo como Nova Iorque e Quioto, sempre com presença portuguesa. Em 1997, com a 1.ª Exposição Internacional de Medalha Contemporânea, o município do Seixal deu início a um percurso de afirmação da medalha contemporânea, quer a nível local, quer nacional, e afirmou o concelho como um território dedicado ao estudo e à divulgação da medalha.

Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal, diz que esta exposição é “mais um passo no caminho conjunto” da partilha com criadores e coletivos artísticos na promoção da arte e cultura para todos, “um caminho que querem continuar” a percorrer. “A todos os medalhistas, criadores e escultores expressamos o nosso muito obrigado por escolherem o Centro Internacional de Medalha Contemporânea, no Seixal, para terminar a itinerância desta exposição”, disse Paulo Silva à New in Seixal.

25 artistas japoneses e nove portugueses compõem todo o cenário que pode visitar, de forma gratuita, de terça-feira a sábado, das 10 horas às 12h30 e das 14 às 17 horas. A exposição está patente até ao dia 30 de março de 2024.

O Centro Internacional de Medalha Contemporânea é um equipamento municipal, que se encontra dentro da Quinta da Fidalga. A fundação do espaço remonta ao século XV. Possui uma capela, que foi integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As paredes interiores estão revestidas de azulejos do século XVIII e de reproduções também deste período. E não se esqueça de passar pelo jardim, um dos ex-libris do espaço.

Dentro da Quinta da Fidalga, ainda está inserida a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, outro centro de exposições e de homenagem a toda a obra de Manuel Cargaleiro, com grande foco nos azulejos. Aqui, as visitas também são livres, por isso reserve uma tarde para vir conhecer a quinta, os centros e, sobretudo, a nova exposição de medalhas contemporâneas.

O Centro Internacional de Medalha Contemporânea possui uma sala de exposições temporárias, uma sala de reuniões/formações, duas salas para oficinas/ateliers, um centro de documentação especializado, uma sala para acervo e ainda uma área exterior de lazer.

De seguida, carregue na galeria para conhecer o interior do Centro Internacional de Medalha Contemporânea assim como algumas das medalhas expostas.

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