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Esta exposição fotográfica online mostra como era o Carnaval no Seixal

As tradições do concelho envolviam sempre alguém que se passava por morto no desfile.
Uma viagem pelo tempo.

Num ano em que não pode celebrar o Carnaval como é habitual, há uma nova exposição online para recordar tempos mais distantes. O projeto Histórias & Memórias Fotográficas do Ecomuseu Municipal do Seixal é uma das formas de recuperar alguns testemunhos fotográficos sobre como era o Carnaval antigamente, com os célebres bailes das sociedades filarmónicas e das coletividades. 

Esta iniciativa já está disponível no site da Câmara Municipal do Seixal. Há fotografias de moradores de vários pontos do concelho, como da Aldeia de Paio Pires ou mesmo do Seixal. As pessoas disfarçadas aproveitavam, no século passado, a ocasião para se divertir e para exteriorizar um pouco o que lhes ia na alma, ultrapassando por vezes os riscos do exagero e dos excessos. 

Ainda assim, não faltam memórias felizes, como se percebe numa das fotos presentes nesta exposição virtual. Na fotografia abaixo, tirada em 1968, pode ver um dos bailes mais animados do ano na Sociedade Musical 5 de outubro, em Aldeia de Paio Pires. 

Carnaval
A fotografia foi tirada nos anos 60.

Outras fotografias e memórias levam-no para os desfiles mascarados em Aldeia de Paio Pires, que seguiam em cortejo em veículos motorizados ou de tração animal, assim como algumas tradições. Por exemplo, uma das tradições era o Enterro do Chouriço. 

Esta performance algo improvisada realizava-se na noite de quarta-feira de cinzas. Fazia-se um cortejo, onde seguia uma personagem vestida de padre, o que na época não era bem tolerado pelo antigo regime, considerado por muitos uma heresia. Além disso, construía-se um caixão de madeira e havia sempre quem se fizesse passar por defundo.

Já no Seixal, a grande tradição do Entrudo costumava ser organizada pela Sociedade Filarmónica União Seixalense. Este desfile era sempre super popular entre os moradores do Seixal, que enchiam as ruas para assistirem ao espetáculo.

Nele seguia um caixão, feito para o efeito, um boneco que representava o morto ou mesmo alguém que fazia esse papel, sendo acompanhado de carpideiras e de uma ou mais viúvas, que choravam o morto (bem alto e em bom som), abafando o riso incontrolado de quem assistia. 

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