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Está a chegar ao Seixal um novo festival de música emergente

O Seixal Terno estreia-se esta sexta-feira na Sociedade Filarmónica União Seixalense. Já foram confirmadas cinco bandas.
A entrada custa 5€.

Guilherme Dourado, Ricardo Sebastião, Tomás Andrade e Vasco Gomes: estes são os nomes dos quatro jovens seixalenses responsáveis por trazer até à sua cidade o mais recente projeto de música desenvolvido para dinamizar (ainda mais) o concelho. Chama-se Seixal Terno e tem estreia marcada para esta sexta-feira, dia 9 de dezembro, na Sociedade Filarmónica União Seixalense. A entrada custa 5€.

“O Seixal Terno é um festival de música emergente que tem o objetivo de valorizar e divulgar novos projetos independentes e alternativos do panorama musical português, ao mesmo tempo que quer também dar a conhecer o concelho e a vila histórica do Seixal às bandas e artistas que por cá passarem e ao público que os acompanha”, começa por explicar em entrevista à NiS Guilherme Dourado, de 23 anos.

Foi preciso maturar a ideia ao longo de mais de um ano. O grupo de jovens, sendo que três deles compõem a banda Sogranora, tem por hábito frequentar festivais e concertos com alguma regularidade. Daí começou a surgir o bichinho de fazer acontecer no Seixal um festival e, de conversa em conversa, a ideia nunca mais desapareceu da cabeça de Guilherme, Ricardo, Tomás e Vasco.

Perceberam, este ano, que o projeto tinha pernas para andar. A Câmara Municipal do Seixal juntou-se e deu também a força necessária para o Seixal Terno finalmente avançar. “Sem este apoio, não era possível haver Seixal Terno”, confirmam os responsáveis. Por isso, estando agora reunidas todas as condições, o conceito musical prepara-se para se apresentar a toda a população da Margem Sul (e dos arredores).

“Percebemos que poderia ser interessante fazer algo relacionado com a música mais indie, alternativa e emergente porque sentimos que era algo que faltava no Seixal e porque, sendo um género de música que ouvimos mais entre nós, também estamos mais confortáveis e à vontade para programar um festival com um alinhamento que vai ao encontro desse género musical”, conta-nos ainda Guilherme Dourado.

Para começar em grande e a corresponder às expectativas, o cartaz de estreia do Festival Seixal Terno vai precisamente ao encontro daquilo que estava perspetivado pelos jovens organizadores. Ao todo são cinco bandas originárias de localidades envolventes do concelho do Seixal, como Barreiro, Almada e Lisboa e que desenvolveram projetos diferenciadores no que toca ao panorama de música nacional.

Falamos-lhe dos Península, que abrem o festival, pelas 19 horas; dos Safari Zone, que atuam a partir das 20 horas; dos Chico Cézar, que sobem ao palco da Sociedade Filarmónica União Seixalense, às 21 horas; do Conjunto Júlio, com concerto marcado para as 22 horas e, a fechar, pelas 23h15 é a vez de todos os presentes ouvirem o som dos Humana Taranja.

“São cinco bandas que acreditamos que têm mesmo muito para dar e que daqui a não muito tempo vão todos ouvir falar deles”, garantem os jovens por detrás da organização deste projeto musical. Toda a informação sobre os grupos que vão atuar e o próprio festival pode ser consultada na página do Instagram oficial do Seixal Terno.

O nome do festival surgiu numa fase inicial de construção de todo o conceito do projeto e até por piada. No entanto, nenhuma outra designação pensada funcionou melhor. A brincadeira surge com o facto de “Terno” aparecer, no final, como uma bengala de “Seixal”. A ideia era que quando alguém dissesse o nome do festival soasse como “SeixAlterno”.

“Faz referência a um dos nossos objetivos com este projeto que passa por apresentar, na oferta cultural do Seixal, propostas mais alternativas dos géneros musicais”, revela-nos ainda Guilherme, acrescentando que “Terno também pode significar a ternura, uma vez que ambicionam ter um festival sustentável e amigo do ambiente, sendo essa uma vertente que gostavam que crescesse com o festival”.

“O objetivo do Seixal Terno é o de promover a música emergente em Portugal. Por isso, achamos que para o futuro o que nos faz mais sentido é ter edições com mais e diferentes géneros musicais ou mesmo montar uma organização que permita ao festival crescer todos os anos, edição após edição”, rematam os jovens em declarações exclusivas à New in Seixal.

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