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Diogo Faro diz que o jornalista Nuno Luz lhe quis bater em Budapeste

Segundo o humorista, o profissional da SIC insultou-o, empurrou-o e usou até o filho adolescente para o cercar no aeroporto da Hungria.
Um confronto improvável

É a história mais bizarra a chegar de Budapeste, cidade onde a Seleção Nacional montou a base durante o Europeu de futebol. Num vídeo partilhado no Instagram esta quinta-feira, 17 de junho, o comediante Diogo Faro acusa o jornalista da SIC Nuno Luz de o ter abordado de forma violenta à chegada à capital húngara, onde ambos partilharam avião.

Luz, que é um dos correspondentes no evento desportivo, terá insultado Diogo Faro, que se viu também cercado pelo filho adolescente do jornalista que o empurrou enquanto lhe chamava nomes. Tudo isto ainda antes de saírem do aeroporto.

O humorista que viajou na companhia de amigos para ver o jogo de Portugal, percebeu que o jornalista ia no mesmo avião. “Quando [os meus amigos] o viram, houve quem comentasse ‘deve querer entrevistar-te’”, recorda o humorista do comentário que todos levaram como uma brincadeira.

Só que antes da saída da zona restrita, Faro viu o jornalista a dirigir-se a si “todo zangadão”. “Junta-se à minha cara e começa: ‘E agora ó meu otário de merda, filho da puta, vais dizer-me alguma coisa na cara? Diz lá agora o que andas a dizer’”, conta.

Após um empurrão, Nuno Luz terá voltado à carga. “Achas que podes dizer tudo o que queres na Internet, ó palhaço de merda?”, terá dito. Faro recorda a incredulidade de todos os que estavam à sua volta.

“O filho dele, uma criança de 17 anos, estava a gritar comigo também. ‘És um filho da puta’, enquanto me empurrava o ombro. O Nuno Luz tira a máscara e continua a gritar”, recorda. “Que nojo, mete a máscara, não só pela Covid-19 mas também por ter que ver aquilo”, nota Faro.

O comediante explica que preferiu tentar manter-se calmo. Adepto da não violência, sublinha que não é da sua natureza “resolver as coicas à pancada”, por mais que a situação o tivesse posto “a ferver”.

O que é que poderá ter provocado a situação, questiona. “Já terei feito piadas sobre o Nuno Luz como todos os comediantes em Portugal ou mais ou menos meio País já fez. Se justifica este tipo de coisas? Duvido muito, acho que não.”

À medida que se dirigia para a saída, continuou a ser perseguido e insultado pelo jornalista e pelo filho, que o continuava a empurrar. A confusão terá provocado, segundo o humorista, mais reações de outros passageiros do voo.

“Algumas pessoas sentiram-se legitimadas para me começarem a insultar. Veio outro gajo aos berros: ‘És um filho da puta, um merdas, tu gozas com todos os portugueses’. Depois veio outro”, recorda. “Acho que a maior parte das pessoas não me conhecia ou não me odiava, mas houve uma percentagenzinha que se sentiu legitimada a ser violenta comigo porque não gosta do meu trabalho. Não me parece propriamente normal a escalada das coisas.”

Faro sublinha outro pormenor importante: “Sobretudo não me parece normal que um jornalista da SIC, que estava com a credencial ao pescoço, tenha este tipo de abordagem.

Os ânimos acabaram por acalmar e o humorista terá conversado com outros passageiros que o terão motivado a apresentar queixa — e que, segundo o próprio, se disponibilizaram para prestar o seu testemunho.

Sobre a revelação, Faro explica que “não podia deixar de contar o episódio” que acredita ser “absolutamente inaceitável”. “Não só é inaceitável que um jornalista da SIC tenha esta atitude como incentive mais pessoas a terem uma atitude violenta para com um comediante só porque não gostam dele, seja comediante, jornalista, quem for.”

Já de regresso a Portugal, acrescenta que terá relatado a cena a vários amigos, entre eles jornalistas, e que, segundo Faro, terão confirmado que “não é a primeira vez que ele ameaça e tenta bater em pessoas que disseram algo sobre ele”. “Parece que é um comportamento recorrente.”

E deixa uma nota: “Se ele vai bater em toda a gente que já fez piadas sobre ele, vai bater em meio País, é isso?”.

A NiT tentou contactar Nuno Luz para recolher a sua versão dos acontecimentos, mas até ao momento o repórter não retribuiu esse contacto.

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