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Sugestão NiS: o projeto onde se criam peças feitas à mão com materiais reciclados

A Miúda do Rés-do-chão começou como uma brincadeira, mas já se tornou num verdadeiro sucesso no Seixal.
Estas abóboras foram dos modelos mais vendidos no negócio.

Com apenas oito anos, Fernanda Gamito já agarrava nas agulhas de tricot para fazer os vestidos das suas bonecas. Cresceu, licenciou-se em Relações Públicas e até trabalhou muitos anos na área comercial. No entanto, o seu gosto pelo artesanato sempre a acompanhou.

Como tantos outros casos, em março de 2020, viu-se obrigada a ficar confinada em casa. A pandemia assolava o País e o ginásio onde trabalhava entrou em lay-off. Na altura, Fernanda tinha acabado de se mudar para um rés-do-chão com o seu companheiro e “queria fazer alguma coisa”, disse em conversa com a NiS.

“Como sempre gostei de crochet comecei a fazer por brincadeira. Até que nesse ano de 2020 fiz umas abóboras no Halloween que foram um mega sucesso. Vendi abóboras em crochet que nunca mais acabavam. A verdade é que não tinha mãos a medir para as abóboras e, a partir daí, até porque fiquei desempregada passei a ter mais tempo e em todas as épocas festivas invisto em artigos temáticos”, explica.

Foi nesse momento que Fernanda Gamito pensou que poderia fazer deste projeto algo mais sério. De uma forma muito intuitiva e espontânea escolheu o nome: a Miúda do Rés-do-chão. Miúda, porque desde sempre se lembra de ser assim chamada, e rés-do-chão, já sabe, por ter acabado de comprar um.

Depois da escolha do nome, o passo seguinte foi colocar mãos à obra. Começou por criar pequenas peças em tricot, outras em crochet e num instante já estava a pintar pratos e canecas e, mais recentemente, a trabalhar com madeiras. Com a ajuda de tutoriais online tem vindo a aprender várias técnicas e a melhorá-las cada vez mais. O resultado está materializado em todas as suas propostas que, por serem feitas à mão, são todas únicas.

“Quando criei a Miúda do Rés-do-chão lembro-me que o meu objetivo era que quem recebesse os meus produtos ou um presente feito por mim olhasse para aquilo e ficasse feliz. Eu quando me apresentei à comunidade online foi exatamente isso que eu pedi. Quero que as pessoas quando recebem uma coisa minha fiquem felizes”, explica.

O lado sustentável e as peças futuras

Outro dos pilares deste projeto seixalense passa por criar cada peça de forma individual, certo, mas também sustentável. Por isso, a fundadora da Miúda do Rés-do-chão faz questão de usar materiais que possivelmente não teriam mais nenhuma utilidade.

Por exemplo, tinha camisolas guardadas na gaveta de que já não gostava e que possivelmente iam parar ao lixo (ou ser dadas). Em vez disso, Fernanda utiliza-as para fazer os gorros ou as mãos de uma das peças mais badaladas do negócio: os gnomos.

Em relação às madeiras, outro exemplo, são usadas as das árvores do pai de Fernanda. Limoeiros, videiras, nenhum deles escapa. Garrafas de plástico e mostruários de tecidos são também materiais utilizados nos artigos desenvolvidos pelas mãos desta artesã de 45 anos.

A próxima aposta vai recair sobre o Dia dos Namorados. Foram lançadas duas canecas super originais, que foram feitas com tinta de ardósia. Graças a isso, as pessoas podem escrever nelas qualquer coisa que queiram. Basta, para isso, utilizarem o giz.

Fernanda pensou ainda numa sugestão semelhante, mas numa placa de madeira. Mas quanto a isso, ainda está em processo de experimentação. Também vão ser lançados uns pratos, que já estão pintados e cozidos, mas que ainda não foram apresentados à comunidade digital. 

Por último, mas não menos importante, a Miúda do Rés-do-chão preparou umas taças de champanhe personalizadas e ainda dois gnomos, um menino e uma menina. “Vou fazer aqui um conjuntinho engraçado”, garantiu Fernanda.

Vai gostar ainda de saber que todas as peças fotografadas e publicadas na página do Instagram podem ser personalizadas, sobretudo no que toca às cores. Para o pedir, assim como para encomendar os artigos, pode enviar uma mensagem privada para a mesma rede social. Em relação a preços, variam entre os 3€ e, no limite, os 20€.

De seguida, carregue na galeria para conhecer algumas das propostas da Miúda do Rés-do-chão.

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