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Os leitores da NiS decidiram: este é o melhor projeto de macramé do concelho

Seis marcas especializadas na técnica do concelho foram a votos. A luta foi renhida mas já temos o grande vencedor.
Curioso?

Diz-se que significa nó e chegou até a Portugal a partir da palavra turca “migramach”. À primeira vista, pode não ser fácil de se associar, mas falamos-lhe de macramé: a técnica praticamente ancestral que tem vindo a conquistar ora, por um lado, artesãos por esse mundo fora e, por outro, fanáticos pelas mais recentes tendências de decoração e até de acessórios. 

Não se sabe ao certo qual é a verdadeira origem do macramé, mas, no limite, acredita-se que tenha sido desenvolvido a partir da técnica de amarrar fios com fibras animais ou vegetais no tempo da pré-história. Mais tarde, passou a ser utilizada por marinheiros nos seus trabalhos além-mar e assim acabou por se expandir de norte a sul do globo, chegando a cada vez mais pessoas que vieram aperfeiçoar e adaptar novas técnicas de nós.

No Seixal, há uns bons anos que não foi apenas um nem dois projetos de macramé que nasceram e fizeram sucesso no concelho. Aliás, nos últimos anos, a técnica tornou-se quase numa moda por aquelas bandas. E, sobretudo quem anda atento às novidades da cidade da margem sul do Tejo, já o sabe e até os conhece. 

Para os leitores da NiS aos quais as marcas seixalenses de macramé não passaram despercebidas, lançamos uma votação na passada segunda-feira, 2 de novembro, para ficar a saber qual é para os seixalenses o melhor projeto de macramé da sua terra. E o que pode não estar à espera é que a escolha não foi fácil e gerou algumas dúvidas.

Entre os projetos que foram a eleição, a Treze Luas Macramé conquistou o primeiro lugar do pódio com cerca de 46 por cento dos votos. Logo a seguir, em segundo lugar, surge a Macramar com 28 por cento. A medalhe de bronze, com 10 por cento da votação segue diretamente para a marca das duas irmãs seixalenses, que estão ao comando da WhanauKnots.

“Acredito que todo o amor e carinho que meto em cada peça que faço transparece para os meus clientes. A dedicação que tenho à Treze Luas é muito grande, tenho muito orgulho no meu trabalho. Além disso acho que os fatores que me distinguem é sobretudo na atenção ao detalhe e a qualidade do fio que utilizo, 100 por cento português”, comentou à NiS Cláudia Martins, que dá as mãos (e a criatividade) às dezenas de peças que saem todos os dias da Treze Luas.

Sobre o facto de “ter ficado em primeiro lugar nesta votação”, a jovem de 22 anos sente-se de “coração cheio e muito orgulhosa” do seu trabalho. “Os planos são continuar a produzir peças que vão de encontro ao meu público, às suas necessidades e gostos, e continuar a encher os cantinhos de Portugal com peças da Treze Luas”, acrescentou ainda.

Na mesma conversa, Cláudia Martins revelou ainda que no próximo mês de dezembro, a Treze Luas está a preparar uma grande novidade. “Vai ser um mês com muitas surpresas”, garantiu. Já sobre o futuro, a empresária seixalense espera começar a participar em mercados e feiras na região “para que as pessoas consigam ter um contacto físico com a Treze Luas”. Também nos próximos tempos, está nos planos construir o seu próprio espaço. Mas isso, ainda não é para agora.

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