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O Caparica Market tem as flores que vai querer ter em casa neste confinamento

Este projeto é ideia de um casal da Costa da Caparica e está disponível desde o ano passado, com entregas no Seixal.
Há arranjos com vários preços.

Com o primeiro confinamento, os portugueses aproveitaram o tempo livre para transformar as suas ideias em projetos reais. O Caparica Market é um desses negócios que surgiram com a pandemia. E tem sido um sucesso na Margem Sul.

Esta plataforma é um projeto de Gonçalo Loureiro, 28 anos, que tem formação em Sistemas Informáticos, e Madelena Loureiro, 23 anos, com formação em Marketing. Em março do ano passado, e como estava a trabalhar em atendimento ao público, Gonçalo esteve em lay-off e não quis estar parado, especialmente enquanto via a mulher em teletrabalho em casa. Decidiu, então, aproveitar o tempo livre para criar um projeto próprio que não tivesse nada a ver com o que já tinha feito.

Cada um utilizou a sua formação para criar este negócio de raiz. O Caparica Market surgiu inicialmente como uma plataforma de revenda de produtos de outras marcas conhecidas, como a Tupperwear ou YvesRocher. “Inicialmente surgiu porque o Gonçalo estava aborrecido”, explica à New in Seixal, Madalena. 

A escolha inicial foi a revenda dos produtos destas marcas porque “era algo que já tínhamos e havia muitos familiares que também compravam”. Além disso, como a maioria das pessoas estava com mais medo de sair de casa (até para ir às compras), acharam que era uma solução diferente para terem acesso a produtos de higiene e beleza sem terem que sair de casa.

A produção própria

“Só mais recentemente é que começámos a desenvolver os nossos próprios produtos”, explica Gonçalo. Começaram a ganhar algum reconhecimento (e clientes habituais) e perceberam que também queriam desenvolver os seus produtos.

O primeiro produto escolhido foram velas aromáticas que fizeram em casa, mas que não correu como estava previsto. “Pensámos logo que tínhamos de começar com uma mega promoção porque estavam feias, apesar de cheirarem bem”, confessa Madalena. Desde então, melhoraram o processo e “agora já está uma coisa um pouco mais gira”.

As velas foram um sucesso entre os clientes e a ambição de fazer mais foi crescendo. Agora, além das velas, há produtos amigos do ambiente, elementos de decoração, como jarras e, mais recentemente, as flores, que servem tanto para criar ambiente ou utilizar no banho.

Por exemplo, para o banho, pode comprar o champô solido artesanal em lata (9€) ou uma bomba de banho de lavanda (3€). Se quer dar um toque diferente à sala, pode sempre optar pelo cacto em porcelana verde (16€) ou uma jarra de trevo em cerâmica (17€).

Pode consultar todos os produtos no site da marca. A New in Seixal tem, ainda, um código de 10% de desconto em todos os produtos, com a exceção dos artigos já em promoção ou rações: basta utilizar o cupão newinseixal no pagamento.

Um dos produtos disponíveis.

“O passa a palavra é uma forma importante de fazer negócio, mas as redes sociais são cada vez mais importantes”, explica a responsável. Com formação na área, Madalena trata das redes sociais, das imagens e da gestão da marca, enquanto que Gonçalo se ocupa da parte operacional do site e das encomendas. 

Até agora, quase todos os clientes que fazem uma primeira encomenda regressam para uma segunda. “Há pessoas que encomendam, por exemplo, uma vela para ver se isto é real, e no dia a seguir já fazem uma encomenda com muitos mais coisas”, revela a responsável. Até já criaram um grupo no WhatsApp para os clientes mais habituais e onde colocam as novidades e os produtos em promoção em primeira mão.

Por enquanto, e como ainda são um negócio pequeno, são os próprios responsáveis que fazem as entregas, disponíveis na zona da Costa da Caparica e no concelho do Seixal. Com o confinamento, o processo de entregas em Lisboa ficou mais complicado, mas sempre que seja um valor mais elevado, garantem que as encomendas chegam ao destino do outro lado do Rio Tejo. 

Os planos foram interrompidos pela pandemia

“Ter uma loja seria algo complicado porque temos os dois trabalho full-time e não seria muito fácil de gerir”, conta Madalena. Ainda assim, está no ar a ideia de ter uma espécie de banca, uma vez por mês, para mostrar os produtos nesta zona.

Além disso, pretendem que este negócio se torne sustentável e permita que o Caparica Market seja a única ocupação deste casal. “Neste momento, estamos a começar com os vinhos com os rótulos mais personalizáveis para datas especiais”, acrescenta Gonçalo. 

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