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Mais de 700 designs e álbuns desde 25€: marca dá vida às fotos guardadas no telemóvel

O Céu Azul nasceu no Seixal para transformar imagens digitais em álbuns personalizados e prepara uma novidade para outubro.

Nos dias de hoje, cabem milhares de fotografias no telemóvel, mas são cada vez menos as que chegam a sair dos ecrãs. Entre viagens, aniversários, encontros com amigos e momentos em família, vão-se acumulando memórias na galeria, sem lhes darmos a importância que realmente merecem, seja num álbum ou numa moldura.

Foi para recuperar essa ligação às memorias impressas que nasceu o Céu Azul, uma marca criada no Seixal que transforma fotografias digitais em álbuns personalizados.

A ideia surgiu quando Miguel Durão decidiu trocar o mundo empresarial pela empresa gráfica do pai, a Foto-Vista, onde encontrou máquinas e conhecimento que podiam ser usados para muito mais do que os produtos que já fabricavam, como cadernos e livros.

A fotografia sempre foi uma das suas áreas de interesse e, perante um mundo cada vez mais digital, percebeu que havia algo de diferente em fotografias que se podem tocar, folhear e guardar.

O resultado foi uma marca que foi crescendo à medida que os próprios clientes foram mostrando o que procuravam. Hoje, o Céu Azul permite criar álbuns personalizados, desde a capa às fotografias, com centenas de designs disponíveis, numa produção feita na fábrica da família, no Parque Industrial do Seixal.

A nova marca passou a coexistir com o negócio tradicional da gráfica, que continua a trabalhar com grandes empresas e clientes do retalho. Para Vitor Durão, pai de Miguel, a criação do Céu Azul representou uma forma de aproximar a empresa do consumidor final, sem deixar de lado a atividade que já desenvolvia.

No entanto, antes de criar o Céu Azul, Miguel tinha outro caminho profissional em mente. Licenciado em Gestão Industrial e Logística pelo ISCTE, começou a trabalhar na área de auditoria financeira, em 2019, com a expectativa de crescer dentro do mundo corporate. Cerca de um ano e meio depois, percebeu que aquele não era o ambiente em que se sentia mais realizado e decidiu juntar-se ao negócio do pai.

“Sempre tive o objetivo de crescer dentro do mundo empresarial”, conta o jovem de 28 anos à New in Seixal. A mudança levou-o para uma realidade bastante diferente na empresa familiar. Foi já dentro da gráfica que começou a olhar para as máquinas e para o conhecimento que tinha à disposição e a pensar em novas possibilidades.

A ideia do Céu Azul começou a ganhar forma seis meses depois da sua entrada na empresa. Até então, a gráfica trabalhava sobretudo com produtos produzidos em grandes quantidades, como cadernos, mas Miguel via potencial para criar algo mais próximo das pessoas. A fotografia acabou por ser o ponto de partida.

O seixalense queria criar uma forma fácil e rápida de qualquer pessoa pegar nas fotografias que tinha guardadas no telemóvel e transformá-las numa memória física. O próprio nome da marca nasceu da ideia de transmitir felicidade e de celebrar os bons momentos, mas também da ligação a Portugal e ao céu azul que caracteriza o País.

A produção acontece no Seixal. A fábrica, localizada no Parque Industrial, pertence à empresa familiar que está por detrás da marca e é lá que cada álbum é produzido de raiz, depois de ser personalizado pelo cliente. “Cem por cento do que sai do Céu Azul é feito aqui”, explica Miguel, que vê na produção nacional uma das características que mais distingue o projeto.

Mas o Céu Azul nem sempre foi o que é hoje. Em 2021, a marca começou por apostar em agendas personalizadas, enquanto os álbuns de fotografias ainda tinham pouca adesão. A personalização podia parecer um processo complicado e o editor disponível na altura não era tão simples como o atual.

Foi através das redes sociais e, sobretudo, da partilha dos próprios clientes, que a marca começou a ganhar visibilidade. Quem recebia uma encomenda partilhava o resultado e, a partir daí, outras pessoas descobriam o projeto. “Quem recebe uma encomenda do Céu Azul, fica feliz e gosta de a partilhar nas redes sociais”, conta Miguel.

 
 
 
 
 
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A oferta foi crescendo com os pedidos de quem estava do outro lado do ecrã. Dos primeiros dez designs que disponibilizavam no site, o Céu Azul passou para mais de 700 opções, entre diferentes cores, elementos gráficos e temas. As viagens acabaram por ganhar destaque, depois de a equipa perceber que era um dos temas que mais interesse despertava entre os clientes.

Este ano, a marca desenvolveu de raiz um novo editor para os álbuns, depois de recolher o feedback de clientes que já tinham utilizado a versão anterior. “Até agora subcontratávamos um software externo para termos o editor. Este ano, decidimos desenvolver o nosso próprio editor internamente”, explica Miguel.

A equipa contactou clientes que já tinham feito encomendas para perceber o que podiam melhorar. “Queríamos ter um editor no qual as pessoas conseguissem fazer tudo aquilo que queriam de forma fácil, rápida e intuitiva. Não queremos complicar”, frisa.

No site, pode escolher o formato, o tipo de abertura, o tamanho e a capa, além de carregar as fotografias que quer incluir. Pode optar por um dos designs disponíveis ou criar tudo de raiz, adaptando cores, textos e elementos ao seu gosto.

Depois de finalizada a encomenda, o processo passa para a fábrica no Seixal. Como cada álbum é produzido para cada cliente, não existe um stock de produtos acabados à espera de serem vendidos. As encomendas seguem diretamente para produção, onde são impressas, montadas e verificadas antes de serem enviadas. Em média, todo o processo demora entre quatro e seis dias.

A personalização é uma das características que define o projeto. Mais do que imprimir fotografias, a proposta do Céu Azul passa por transformar as imagens guardadas no telemóvel num objeto que conta uma história, seja a de uma viagem, de um ano inteiro, de uma família ou simplesmente de uma coleção de momentos que não se quer deixar perdida numa galeria.

E, para transformar essas memórias num álbum, há várias opções à escolha. Os preços dos álbuns começam nos 25€. Atualmente, a marca tem descontos de 20 por cento em todo o site, aos quais se juntam campanhas de 30 por cento para encomendas superiores a 89€ e de 50 por cento acima dos 159€.

A compra de vários álbuns permite ainda baixar o preço por unidade, podendo cada um ficar, em alguns casos, por 15€. “Nunca vamos conseguir ser os mais baratos”, admite Miguel, explicando que cada álbum é produzido individualmente e verificado antes de ser enviado. “Cada vez temos mais máquinas e cada vez automatizamos mais a produção, mas a verdade é que temos pessoas reais a fazer cada um dos álbuns.”

O crescimento do Céu Azul obrigou a equipa a adaptar a capacidade de produção. Só no último ano, a marca cresceu cerca de 110 por cento. Para responder ao aumento da procura, especialmente nos meses de novembro e dezembro, a empresa investiu em novas máquinas e na melhorias nos processos.

A preparação para os meses de mais procura passa também por antecipar o trabalho que pode ser feito antes de cada encomenda. A equipa reforçou o stock de matérias-primas, como o papel e o cartão já cortados nos formatos necessários para acelerar a produção.

Apesar do crescimento, a empresa continua a manter uma equipa pequena, com seis pessoas. É essa dimensão que Miguel considera uma das vantagens do projeto, sobretudo na relação com os clientes. “Cada um dos clientes que nos manda uma mensagem ou sugere algo, pode ter a certeza de que aquele feedback vai ter um impacto real na nossa forma de trabalhar”, garante o jovem.

Para Miguel, o crescimento do Céu Azul passa por continuar a encontrar novas formas de transformar memórias digitais em objetos físicos. E, por isso, a próxima aposta já está definida. Em outubro, a marca prepara-se para lançar livros infantis personalizados, nos quais os pais poderão escolher o nome do filho, uma personagem semelhante a ele e uma história na qual será protagonista. “Vamos iniciar um novo produto para os mais novos”, revela. A ideia é que cada história possa ser adaptada aos gostos e características dos filhos.

“Achamos que enquadra totalmente na filosofia do Céu Azul, que é guardar e impromir momentos”, refere Miguel. Dos primeiros dez designs aos mais de 700 que existem atualmente, o Céu Azul foi crescendo à medida que os hábitos dos clientes também mudaram.

Agora, com os livros infantis personalizados a chegar em outubro, a marca prepara-se para continuar a levar para o papel aquilo que, muitas vezes, fica apenas guardado no telemóvel.

Carregue na galeria para ver os álbuns do Céu Azul.

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