Tudo começou durante a pandemia, com um simples arame dourado e três alicates, mas rapidamente se transformou numa marca que conquista quem procura peças feitas à mão e personalizadas. Entre velas, crochê, macramé e bijuteria, a Mirzu nasceu da vontade de criar e de fazer da criatividade um estilo de vida.
Aos 25 anos, a fundadora da Mirzu dedica-se a tempo inteiro ao projeto, uma decisão que surgiu após ter ficado desempregada. Depois de conciliar um emprego a tempo inteiro com noites passadas a criar peças artesanais e fins de semana passados em mercados no Seixal, Mariana decidiu apostar num negócio próprio. “Sempre fui uma pessoa bastante criativa e virada para as artes, desde muito pequena. Antes de começar a escrever, já desenhava. E sempre fiz de tudo um pouco, desde desenhar a fotografar”, conta à New in Seixal a jovem seixalense.
Hoje, produz um pouco de tudo. Desde as bolsas para garrafas de água, que se tornaram a sua imagem de marca nos mercados de artesanato, aos amigurumis, uma técnica japonesa de artesanato que utiliza crochê ou tricô para criar pequenos bonecos tridimensionais com enchimento, aos brincos coloridos e acessórios personalizados. Tudo é pensado para transmitir criatividade e autenticidade.
“Durante a pandemia, surgiu a ideia de criar a página. A ideia sempre foi crescer, criar o meu próprio trabalho para poder trabalhar ao meu ritmo”, confessa a seixalense, que começou em pequena escala, com bijuteria. Aos poucos, tudo evoluiu para um negócio complexo, onde a criatividade não tem limites. Nas feiras e mercados de artesanato, destaca-se pela variedade de produtos e pela banca sempre colorida. “A Mirzu representa criatividade, mas também segurança e tranquilidade. No fundo, é a minha paz”, conta a jovem.
Ver esta publicação no Instagram
Foi através das redes sociais que Mariana começou a dar os primeiros passos. Inicialmente, partilhava apenas as peças que criava no Instagram. No entanto, a primeira encomenda demorou nove meses a chegar, numa altura em que apostava somente em vendas online. “Não tinha mesa, tenda ou inventário para andar em mercados. Nem me tinha surgido a ideia de fazer feiras”, recorda.
O negócio começou a crescer quando decidiu participar em mercados de artesanato. Começou por pequenos eventos no Seixal, mas os resultados ficaram muito aquém das expectativas. “No meu primeiro mercado, fiz 9€. Vendi um par de brincos e duas pulseiras. Foi um processo muito lento”.
Foi quando ficou desempregada que viu a oportunidade perfeita para se “atirar de cabeça” no negócio. Embora ainda seja difícil viver da sua arte, a jovem sente que o negócio começa finalmente a estabilizar. Para isso, foi preciso encontrar tanto os espaços certos, como a audiência certa.
Entre os artigos que expõe na banca, há um que acabou por se tornar a imagem de marca da Mirzu: as bolsas para garrafas de água (12€). Feitas em trapilho maioritariamente reciclado, as bolsas são elásticas, laváveis e adaptam-se a diferentes tamanhos de garrafas, tornando-se no acessório ideal para o verão e que combina praticidade e estilo.
Ver esta publicação no Instagram
A ideia surgiu por acaso, quando tinha alguns metros de tecido que sobraram de outros projetos e decidiu criar uma bolsa para si. Apenas por mera curiosidade, a artesã decidiu expor as bolsas que fez num dos mercados e foi um sucesso. “Tornou-se um símbolo. Hoje há pessoas que passam pela banca e já me conhecem pelas bolsas penduradas”, conta.
Na Mirzu, tudo pode ser personalizado ao gosto de cada um. Nas bolsas para a garrafa de água, é possível escolher as cores e o comprimento da alça. ”As bolsas facilitam a nossa vida no verão. É uma questão de não andar sempre pela mala à procura da garrafa, e nem precisa de tirar da bolsa para beber, como ela estica, basta andar com a bolsa, que se torna mais fácil aceder à água”, acrescenta a jovem.
Todos os artigos da Mirzu foram feitos através de tentativas e erros. A seixalense aprendeu tudo o que sabe de forma autodidata, com o objetivo de criar um estilo próprio e característico do seu projeto.
Carregue na galeria para ver alguns dos artigos da Mirzu.







