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Tudo o que queria ouvir: já pode beber café orgânico em Fernão Ferro

Se gostar muito do sabor, também pode comprar o grão e levá-lo para casa.

Marisa Lourenço ainda se lembra do aroma do café feito pela avó, uma memória dos tempos em que tinha apenas oitos anos. “Ela fazia sempre um café na cafeteira de manhã e servia-o com torradinhas”, começa por contar à New in Seixal.

Ligada pela memória, eis que Marisa Lourenço, uma das proprietárias da loja Granelândia, decidiu apostar mais no mundo do café. Agora, além de ter um novo café orgânico, serve a bebida no espaço por 0,70€. Se quiser juntar-lhe um bolo biológico, o preço é de 0,90€.

A loja existe desde 2017 em Fernão Ferro, na altura um conceito inovador avançado por Carlos Abrantes. Em 2022 a loja foi posta à venda. Marisa e Sérgio Teixeira olharam para o negócio e decidiram arriscar. “Sou designer e já estava um pouco cansada, embora tenha saudades, mas queria experimentar como era ter um negócio próprio e o dia a dia aqui na loja”, disse Marisa.

O antigo proprietário já tinha grãos de café entre a oferta da loja, mas agora “existe mais variedade”. A gama foi alargada e, neste momento, existe uma grande variedade de produtos no espaço como detergentes biodegradáveis. “Só bebo café desde que o meu filho nasceu, porque antes não precisava, mas depois com aquelas noites mal dormidas é preciso mesmo um bom café para uma pessoa se aguentar e resulta muito bem, principalmente para pessoas como eu que não bebiam”, conta.

Com a venda e o interesse pelo café a aumentarem, Marisa procurou saber mais sobre o produto. No meio da pesquisa a proprietária chegou à conclusão de que “o café é como o vinho, não é consensual”. Uns gostam mais de notas de cacau, outros de terra, mais aromático ou intenso, aqui é tudo uma questão de experimentação e a Granelândia tem todos os grão para isso.

A gama é constituída por Café Robusta Angola, India Cherry Robusta, Brasil Arábica Natural, Colômbia Arábica e a novidade Café Orgânico Arábica Perú. Todos os grãos são torrados em lenha e deitam um cheiro maravilho, acredite é muito difícil resistir.

Mesmo com esta variedade, Marisa faz misturas para os clientes. “A maioria faz um blend em casa, ou seja, levam 500 gramas de cada e especialmente quando temos um novo todos querem provar, misturam. É uma questão de experimentar, até a própria moagem se for mais fina ou mais grossa pode alterar o sabor do café. Acaba por ser um jogo, uma brincadeira”, comenta.

Quem estiver mais indeciso sobre qual café levar, pode experimentar na própria loja. Com a aquisição de uma máquina de moagem e de café é possível descobrir quais são os aromas que combinam mais consigo. Mas atenção, a Granelândia “não é um café, nem pretende ser um”.

Agora o café mais vendido é o Angola. Depois também existe a mistura 50 por cento Brasil e 50 por cento Angola, que foi criada por um cliente e agora é vendida.

“Penso que faz toda a diferença ter um café orgânico e biológico. Os portugueses não acreditam no biológico e pensam logo que é mais caro, mas não. Se o biológico for certificado, alguma diferença tem do outro café, às vezes não é uma questão de sabor, é uma questão de saúde. O orgânico respeita o ambiente e as pessoas que o produzem e que cultivam a terra. Quem é certificado não tem trabalho escravo e infantil nem utiliza pesticidas agrotóxicos”, defende.

Aos poucos, Marisa quer aumentar a gama de cafés. No entanto, não é só deste produto que vive a Granelândia. Especiarias, chás, bolos, temperos, aperitivos, fruta desidratada, gomas e chocolates são alguns dos artigos que pode comprar a granel.

Caso se esqueça de trazer o seu saco de casa, a Granelândia tem pacotes de mandioca que depois de irem para o lixo são absorvidos pela terra. “Se cada um de nós fizer o seu papel, realmente conseguimos mudar o mundo. Nós deitamos uma série de embalagens fora que me faz muita confusão”, remata Marisa.

Em seguida carregue na galeria e conheça os produtos e o espaço desta loja a granel de Fernão Ferro.

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