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Há uma nova food truck em Fernão Ferro que tem comida venezuelana sem glúten

Por enquanto, está estacionada numa das principais artérias desta freguesia seixalense.
A carrinha.

Se há uns anos era complicado ir comer fora para quem tivesse restrições alimentares, a situação mudou bastante hoje em dia. Agora, pode perfeitamente combinar um jantar entre amigos na maioria dos restaurantes portugueses com a certeza de que haverá quase sempre uma opção vegetariana ou sem glúten.

Ainda assim, há um mercado no setor da alimentação que ainda não está muito desenvolvido neste aspeto: o das food trucks. Há cada vez mais em Portugal, quer seja em eventos específicos ou estacionadas em locais de interesse turístico, mas na maioria dos casos são para pessoas sem restrições alimentares.

Agora, no concelho do Seixal, há uma nova food truck bem especial, que se chama Ganso’s Empanadas, e está disponível desde julho. O projeto é responsabilidade de um casal, sem qualquer tipo de experiência neste universo, até porque tiraram arte multimédia e sociologia na faculdade.

“Não sei se era por achar piada ou por querer ter o nosso próprio negócio, sempre quisemos ter uma food truck. Eu queria era fazer uma food truck de calzones e ela à partida já queria fazer uma de empanadas”, explica José Cardoso, com 35 anos, e um dos responsáveis do negócio.

Em conjunto com Fátima Fernandes, de 32 anos, perceberam que havia potencial. Ainda antes de se conhecerem já tinham tido a ideia de abrir um negócio de food truck — e foi até uma das primeiras conversas que tiveram enquanto casal. O produto de ambas as ideias era parecido, sendo que o calzone é basicamente uma pizza fechada que vai ao forno, enquanto as empanadas é cozinhado o recheio previamente e só depois se fecham, sendo que a massa é feita com farinha de milho e são fritas.

No entanto, deixaram a ideia em suspenso. Alguns anos depois, foram aconselhados por um naturopata a deixar de consumir alimentos com glúten. A sugestão foi aceite, mas perceberam que era difícil encontrar opções sem glúten. “Aí tudo se tornou claro. As empanadas à moda venezuelana já são sem glúten porque são feitas com farinha de milho.”

Uma food truck bem diferente 

Começaram a traçar o plano de negócios há dois anos, mas a pandemia acabou por atrasar a abertura do projeto. Em outubro do ano passado foi aprovado e já não havia marcha atrás — era para arriscar com o Ganso’s Empanadas. O primeiro espaço onde se encontram presentes é em Fernão Ferro e acabaram por ficar nesta freguesia por acaso.

“Estamos num espaço de um amigo, porque ele está ali também a criar um espaço para fazer eventos. Apareceu assim do nada e decidimos aproveitar. Não tínhamos experiência nenhuma e precisávamos de começar antes de ter um sítio com mais movimento, nem que fosse para ajudar a testar os equipamentos.”

Inicialmente,  começaram por abrir apenas para amigos ou pessoas conhecidas para testar os produtos. No dia 21 de agosto abriram finalmente ao público em geral. 

O grande destaque do menu vai para as empanadas (4,5€), que podem ser a fungi, goa, camarão, dona luísa ou s&s (sweet &salty). Pode, no entanto, optar por outro petisco típico da Venezuela: as arepas (3€). A arepa abacatella, por exemplo, tem abacate, mozarella e molho pesto, enquanto a ibérica tem queijo e presunto.

As arepas.

“As arepas são um disco que fazemos com a mesma massa e que vai a fritar sem recheio nenhum. Depois de frito é que abrimos e leva recheios frios. Damos também a possibilidade de serem feitas no forno, enquanto as empanadas só são feitas fritas.”

Se preferir, pode optar pelas saladas, com quatro opções diferentes, desde a popeye, com espinafres, rúcula e nozes, à ómega, com salmão fumado, abacate e rúcula. Há ainda uma sopa (2€) diferente todos os dias, que varia entre cinco opções disponíveis,

Para usar nas arepas e nas saladas há diferentes molhos. O molho picante de abacate tem lima, coentros e natas vegetais, enquanto o molho de pesto de pimentos é feito de queijo da ilha, frutos secos, vinagre balsâmico e pimenta.

O objetivo inicial era ser um projeto que ia percorrer todo o País, mas por causa da pandemia acharam melhor, para uma fase inicial, estabelecer num espaço físico. No entanto, a ideia será começar a fazer eventos noutros locais e andar por Portugal, assim que a pandemia o permitir.

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