A história de Catarina Gomes, fundadora dos Brigadeiros do Tejo, é um exemplo de reinvenção pessoal e dedicação a uma paixão antiga. Aos 49 anos, decidiu mudar radicalmente o rumo da sua vida profissional: após vários anos a trabalhar em informática, escolhei dedicar-se ao que sempre a fascinou: a confeitaria, e em especial, os brigadeiros.
O início da aventura foi tudo menos convencional. Em 2021, Catarina começou a experimentar receitas de brigadeiro, movida por um objetivo muito pessoal: queria criar o melhor brigadeiro de chocolate, aquele que as pessoas iriam provar e nunca mais esquecer. “Era algo que me dava prazer, uma paixão que queria concretizar”, recorda.
O que começou como um simples hobby transformou-se rapidamente numa verdadeira jornada de descobertas, ajustes de receitas e exploração de diferentes combinações, até que encontrou o equilíbrio perfeito. Com o tempo, a paixão cresceu e a produção caseira passou a responder a pedidos de amigos e familiares.
Catarina passou a dedicar-se inteiramente aos brigadeiros, percebendo que havia uma procura crescente pelos seus brigadeiros. “Quando dei por mim, o hobby transformou-se em trabalho a tempo inteiro e fiquei muito feliz com o sucesso”, explica. O crescimento do negócio foi sólido. Começou a fornecer brigadeiros para cafeterias, adotando o modelo de revenda e distribuição. Este primeiro passo permitiu-lhe ganhar experiência no mercado, perceber os gostos dos clientes e ajustar a produção.
Só mais tarde é que decidiu abrir o seu próprio espaço, consolidando o projeto. Mesmo assim, as revendas e distribuição continuam a ser uma parte importante do negócio, garantindo que os Brigadeiros do Tejo cheguem a várias regiões.
O segredo do sucesso
Um dos grandes diferenciais da marca está na qualidade e nos métodos de produção. Diferente do tradicional brigadeiro feito com chocolate em pó, Catarina e a sua equipa utilizam tabletes de chocolate derretido, garantindo um sabor mais intenso e uma textura cremosa.
Essa atenção aos detalhes é visível em cada brigadeiro produzido, que rapidamente conquistou clientes de todas as idades. A produção já ocorre numa fábrica dedicada, mostrando que a paixão se transformou num projeto empresarial sólido.
A loja da Brigadeiros do Tejo, localizada em Corroios, funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h30, oferecendo uma experiência onde é possível conhecer e provar todos os sabores, incluindo chocolate, chocolate de leite, 3 chocolates, café, Ferrero, churros, caramelo salgado, Oreo, leite nido, leite nido com Nutella, coco, lima, maracujá, pistácio, morango, manga, casadinho de morango e de chocolate, bem como chocolate e morango.
Há caixas de brigadeiros em diferentes tamanhos: com 6 unidades (até dois sabores) por 9€, com 12 unidades (até três sabores) por 16,8€, com 25 unidades (até cinco sabores) a 32,5 €, com 50 unidades (sabores à escolha) a 65€ e com 100 unidades (sabores à escolha) por 130€.
Novidades: bolos no pote e novos sabores
Recentemente, a Brigadeiros do Tejo lançou novidades, com destaque para o sabor a pistácio e uma linha de bolos no pote, que incluem red velvet, bolo de iogurte pistácio & framboesa, Kinder Bueno, chocolate coco & doce de leite, cenoura e chocolate e o famoso brigadeiro. Cada um custa 4,50 € e traz combinações criativas e saborosas, ideais para saborear ou oferecer presente. As encomendas devem ser feitas com 24 horas de antecedência, com pagamento na confirmação.
Catarina destaca que a relação com os clientes é um dos pilares do negócio. Desde o início, o objetivo foi criar produtos que se destaquem pelo sabor, mantendo um atendimento próximo e personalizado. “O feedback dos clientes é fundamental. Cada opinião ajuda-nos a melhorar, a testar novas combinações e a oferecer algo que realmente faça a diferença”, conta.
Para Catarina, cada brigadeiro é uma expressão de criatividade e dedicação. A escolha de ingredientes de qualidade e a constante procura por novidades fazem parte do dia a dia da produção. Este cuidado reflete-se na consistência dos produtos e na fidelização dos clientes. A expansão do negócio trouxe desafios, principalmente na gestão de produção e logística, mas a criação de uma fábrica própria permitiu aumentar a capacidade sem perder a qualidade artesanal.
A história de Catarina Gomes é um exemplo de que nunca é tarde para seguir uma paixão. A transição da informática para a confeitaria exigiu coragem, dedicação e muita aprendizagem, mas o resultado é um negócio sólido e em crescimento, que combina tradição com inovação.
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