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A Tour do Pitéu termina este fim de semana — e já fomos experimentar

Tem opções mexicanas, portuguesas, de sushi ou até queijo de vaca grelhada. Só tem de criar o seu roteiro e petiscar.
Um dos pitéus.

Há poucas dúvidas que é um dos eventos com mais sucesso na Margem Sul nos últimos anos. Com várias edições em Almada e no Seixal, a Tour do Pitéu regressou ao concelho do Seixal este mês para uma terceira volta, que vai decorrer até este domingo, 26 de setembro.

Ao contrário da última edição, que decorreu no final do ano passado, ter tido algumas restrições causadas pela pandemia, nomeadamente do funcionamento dos espaços, a terceira edição da Tour do Pitéu regressou ao normal possível — e com poucas restrições em vigor: apenas o uso de máscara no interior dos espaços.

Por isso mesmo, a New in Seixal decidiu ir experimentar o evento que quer levar os seixalenses (e não só) a conhecerem os restaurantes do concelho de uma forma única. A ideia é bastante simples: cada espaço tem que criar um pitéu (ou petisco) que represente a casa e a história do concelho, juntando uma cerveja por 3€. Depois é escolher mais dois ou três espaços, consoante a hora do dia e a sua fome, e juntar os amigos para uma tour.

Somos recebidos por João Farinha, um dos responsáveis pela organização, que propõe levar-nos a três sítios diferentes para experimentarmos alguns dos pitéus presentes na edição deste ano. “O primeiro ano foi o mais forte, mas a edição deste ano também está a correr bem”, confessa. 

A Tour do Pitéu está dividida entre as duas margens do Rio: o Seixal e a Amora. Começamos pelo lado mais concorrido a nível de restaurantes, até porque dá perfeitamente para fazer a rota a pé no Núcleo Urbano Antigo do Seixal. A primeira escolha é o Pavlova Caffé, um dos spots mais instagramáveis do concelho.

Há mais restaurantes no Seixal

Já passa da hora típica de almoço dos portugueses e por isso não há grande movimento neste espaço, a não ser uma mesa que está ocupada por duas amigas a comerem um brunch. Para pedir o pitéu basta ir até ao interior do Pavlova Caffé e o pedido é logo atendido.

Tanto nas mesas no interior como no exterior há panfletos com toda a informação que precisa de saber da Tour do Pitéu de 2021, como os horários dos restaurantes e o pitéu escolhido. Enquanto esperamos pela chegada do petisco (e da cerveja), o responsável explica a história do evento que começou em Almada e já vai na terceira edição no Seixal. 

“Os restaurantes têm liberdade para fazer o pitéu, mas há alguns que repetem o do ano passado.” Além de alguns petiscos repetidos há também restaurantes que já participaram em edições anteriores, como o 100 Peneiras ou Letras e Talheres, e novas adições como o Wagasa Sushi Burger.

O sabor é crocante.

O pedido no Pavlova Caffé chega em menos de 10 minutos — o que prova que este é um conceito que tem de ser rápido. Aqui o petisco chama-se Duo de Crostini e é composto por dois pedaços de pão tostados, com ingredientes como tomate, presunto ou queijo brie. Tudo vem acompanhado por uma cerveja numa tábua.

De seguida, andamos apenas uns metros para provarmos o segundo restaurante do dia: o Letras e Talheres. A esplanada deste espaço está mais preenchida — e ganha sobretudo por causa da vista incrível da Baía do Seixal. O pedido é feito em pouco tempo e é um pitéu um pouco mais consistente.

Numa clara homenagem à história náutica do Seixal, os responsáveis decidiram criar um pitéu diferente das outras duas participações. Aqui pode comer sardinha em bolo do caco, numa verdadeira mistura de sabores, que tem feito sucesso no evento.

“No primeiro ano foi uma tosta de bacalhau. Este ano achei que podia mudar um bocado o conceito e entrou uma tosta de sardinha, que é típico português e da Baía do Seixal”, explica-nos Carlos Mesquita, um dos responsáveis do espaço.

O seixalense acredita que a experiência este ano está a ser ligeiramente diferente, até porque as pessoas estão mais divididas entre os 25 espaços participantes. “Como apanha duas semanas, estão a fazer uma semana a zona do Seixal e na outra a zona da Amora.” Ainda assim, o feedback é positivo.

É original.

O espaço na Amora que tem de visitar

Se não tiver muita fome ou for apenas para petiscar algo antes de uma refeição, provavelmente ficará satisfeito com apenas dois pitéus. Ainda assim, como a ideia era fazer uma refeição completa, o responsável da organização leva-nos até um restaurante menos conhecido, mas que tem sido a grande estrela.

O Pátio da Mônsoa é um espaço situado nos Foros de Amora tipicamente português, com destaque para a comida alentejana e com noites de fado à sextas-feiras. Aqui só se começa a servir o pitéu a partir das 15 horas e por isso somos os primeiros a ser servidos.

A mini Alentejaninha é o grande destaque, embora fuja um pouco ao conceito de petisco. Há clientes que se deslocam de propósito até a esta zona do concelho apenas para comer este pitéu. Na prática é uma mini francesinha, mas que se tiver pouca fome vai ficar cheio.

“Nunca gostei de francesinhas, são todas muitos fortes. Como sou alentejano tentei fazer uma coisa idêntica, mas que não fosse com a referência da francesinha do Porto. Aqui trabalhamos com pão alentejano e molho alentejano”, explica Francisco Antunes, o dono deste espaço tipicamente português. 

O responsável explica que tem sido sucesso, até porque este pitéu é repetição do ano anterior. Não aceita reservas e a mini Alentejaninha é servida consoante a chegada dos clientes. Os dias mais fortes são, como seria de esperar, o sábado e o domingo, por isso se estiver a pensar visitar o Pátio da Mônsoa vá o mais cedo possível.

“É para continuar. Aliás, mesmo terminando o Tour do Pitéu vou continuar com a mini Alentejaninha. Embora o preço não seja o mesmo, vou juntar com outra bebida e fazer 5€.”

O prato mais famoso.

 

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